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JornalCana

Um novo salto de produtividade!

A esta altura da safra Centro-Sul, que se caracteriza por números retraídos em razão de dois extremos climáticos — os grandes volumes de chuva que pararam a moagem no MS, e a seca que diminuiu a oferta de matéria-prima e encurtou o período de moagem em praticamente todo o restante da região Centro/Sul — é possível que até mesmos os melhores grupos produtores tenham que recorrer a recursos externos para suportarem a longa entressafra e o revés econômico da atual.

A confirmação de Aécio Neves no segundo turno da disputa eleitoral acendeu uma chama de esperança por políticas públicas efetivas e não desfavoráveis. Mas a intensidade da chama é baixa porque o setor já sabe que, ainda que Aécio tome alguma medida favorável, nenhuma delas vai salvar o setor.

Exceto para os grupos e unidades “deitadas em berço explêndido”, a única solução para as usinas é um novo salto de produtividade. E este salto é possível! Nestes quase 30 anos a serviço do setor percebi que, quando pressionada, a agroindústria canavieira reage de forma proativa, encontrando soluções, que resultam em rentabilidade. Ao longo deste ano algumas unidades demonstraram que isso é possível.

Veja o exemplo da Usina Açucareira Guaíra, que alcançou produtividade média de 103,5 toneladas por hectare, através de manejo moderno, pontual e automatizado. O que dizer da Usimat, de Campos de Júlio (MS), que com a chamada “usina flex”, utiliza parte da estrutura já instalada na fábrica convencional, otimiza a produção e fatura cerca de R$ 60 milhões brutos durante a entressafra.

Considerando que produtividade é o melhor aproveitamento dos recursos disponíveis e que uma usina é considerada uma empresa de média complexidade e altamente demandante de pessoas, capital e equipamentos, qualquer ponto percentual de melhoria na produtividade causa um impacto econômico multiplicado.

É possível adotar linhas conservadoras e apenas tentar sobreviver a mais uma entressafra, mas também é possível aproveitar este momento para quebrar o modelo vigente, que não oferece mais margem de contribuição, e buscar um novo modelo de gestão que impacte positivamente o caixa das usinas.

Seja no campo ou na indústria, criatividade e iniciativa são as premissas que trarão o setor de volta ao seu devido lugar, por cabeça e não cauda. E, melhor, se o atual governo cair e uma nova gestão política for instaurada, aí sim a chama da esperança pode, pelo menos, virar um novo ciclo de desenvolvimento.

É hora de saltar para um novo patamar de produtividade!

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