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Produtores de cana têm motivos para comemorar

Os produtores de cana-de-açúcar tiveram muito o que comemorar esta semana. O governo anunciou oficialmente que vai entregar ao Órgão de Solução de Controvérsias da Organização Mundial do Comércio (OMC) o pedido de estabelecimento de painel para exame das reclamações brasileiras relativas ao regime açucareiro da União Européia. O assunto estará na pauta da reunião do dia 21, em Genebra.

Brasil, Tailândia e Austrália questionam as exportações da União Européia de 1,6 milhão de toneladas de açúcar provenientes dos países da Ásia, Caribe e Pacífico (ACP) e as vendas externas do produto da Cota C (produção excedente sem apoio), que recebem benefícios indiretos. Segundo dados da União das Agroindústrias Canavieiras (Unica), desde 2001 o bloco está comprometido a limitar ao volume de 1,2 milhão de toneladas as exportações de açúcar branco, conforme acordo assumido na Rodada Uruguai.

“Poderíamos aumentar em US$ 2 bilhões as vendas externas se não houvesse subsídio”, avalia Gilman Viana Rodrigues, presidente da Comissão de Comércio Exterior da Confederação da Agricultura e Pecuária (CNA). Do lado europeu, Herven Jouanjean, negociação do bloco, disse que a medida vai complicar as relações dos dois países. Esta semana, um grupo de parlamentares ingleses esteve com o secretário-executivo do Ministério da Agricultura, José Amauri Dimarzio, questionando a estratégia brasileira. Eles estão preocupados com o avanço da participação do País no mercado mundial de açúcar e álcool.

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