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Petróleo é risco para a economia mundial, alerta G-8

O G-8, grupo das oito economias mais poderosas do mundo, indicou que os altos preços do petróleo são um risco à economia mundial e que os países devem se esforçar em adotar mecanismos de mercado que possam garantir que a volatilidade no setor não crie obstáculos ao cenário internacional.

Reunidos em Moscou, os ministros das Finanças dos Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Itália, Japão, Canadá, Alemanha e Rússia, chegaram à conclusão de que, mesmo assim, o crescimento mundial deverá se manter forte em 2006. Os riscos para a economia continuam, principalmente com a volatilidade e os altos preços da energia, afirmou o comunicado oficial do encontro.

O diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Rodrigo de Rato, alertou para o fato de que a alta ocorre diante de um problema cada vez mais relacionado com o abastecimento.

Já os franceses pediram que os russos ratificassem o tratado que garanta o abastecimento de gás para a Europa.

Os russos estão sendo pressionados para que garantam o suprimento de energia, principalmente para a Europa, depois que Moscou simplesmente decidiu fechar parcialmente alguns gasodutos em uma disputa de preços com a Ucrânia.

O tema foi tratado em encontros dos ministros com o presidente da Rússia Vladimir Putin.

Mas essa questão não foi incluída no comunicado. Queremos ser um fornecedor confiável de gás e criar um mercado mundial para o produto, afirmou Alexey Kudrin, ministro de Finanças da Rússia.

Outra conclusão é de que os países ricos precisam diversificar as fontes de energia. Mas cada um interpreta a necessidade de alternativas de uma forma distinta.

ETANOL

O ministro da Fazenda, Antonio Palocci, tentou convencer o G-8 que o etanol seria a opção ideal para resolver o problema do petróleo. Mas Thierry Breton, ministro francês, prefere apostar na energia nuclear.

Referindo-se à gripe aviária, o comunicado do G-8 constata o risco de uma pandemia e as conseqüências econômicas e financeiras. Assim, os ministros pediram apoio financeiro aos países mais pobres na luta contra a doença.

O texto também destaca o progresso conquistado na luta contra a lavagem de dinheiro e o financiamento do terrorismo e ressalta o compromisso do G-8 de manter a cooperação nessa questão.

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