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Paraguai segue passos do Brasil e da Argentina e investe em biodiesel

O Paraguai, que mantém na agricultura e pecuária suas principais fontes econômicas, promete esquentar o Mercosul com grandes investimentos também em biodiesel. A informação é do consultor Carlos Henrique Freitas da Trace Consultoria Agronegócios. “Aos poucos, os produtores paraguaios perceberam que têm capacidade para competir com os grandes países na produção do biodiesel”, afirmou o executivo, que desenvolve projetos para clientes daquele país.

Uma das usinas instaladas no país vizinho é a Delta, que produz álcool há 14 anos na região de Coronel Ouviedo, há 170 km de Assunção. Estão destinados aproximadamente US$ 54 milhões para a ampliação dessa usina para que passe a produzir de biodiesel.

Na usina são moídas diariamente 1,5 mil toneladas de cana-de-açúcar e processadas por ano pouco mais de 25 mil toneladas de oleaginosas (caroço de algodão, soja, girassol, amendoim e cousa). Depois de concluída a nova etapa, a estimativa é de que sejam moídas 3,5 mil toneladas de cana-de-açúcar e 60 mil toneladas de oleaginosas, devendo ser atingido, até 2010, um volume de cerca de 90 milhões de litros de álcool.

A diversificação para o biodiesel deverá trazer novos rumos para a usina, já que a proposta inicial é de que sejam produzidos aproximadamente 200 mil litros por mês do novo combustível. “O empreendedor já é do setor sucroalcooleiro e a nova unidade será integrada ao sistema da usina Delta. Também já existe um projeto para construir mais seis plantas”, explicou o consultor.

Entre as matérias-primas que serão utilizadas no biodiesel, os destaques são o amendoim e o girassol, que têm um alto teor de óleo (45%). A produtividade média dessas culturas situa-se em torno de 1.750 kg por hectare, o que poderá resultar em 770 kg de biodiesel ou 890 litros por hectare.

No Paraguai, que importa petróleo através da PetroPar, a exemplo do Brasil, deverá utilizar a mistura de 2% de biodiesel ao diesel de origem fóssil até 2008. A obrigatoriedade já existe para a mistura de 10% de álcool a gasolina.

Segundo o consultor Carlos Henrique Freitas, o proprietário da usina Delta (cujo nome prefere não divulgar) também pretende se tornar exportador. “O Paraguai é competitivo pela facilidade de escoamento e do baixo custo de produção. A idéia é utilizar as saídas pelo Paraná, para o Porto de Paranaguá e pela Argentina, através do Estuário da Plata”, explica e conclui: “Deveremos ficar atentos aos investimentos dessa magnitude porque nosso concorrente é o mundo”.

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