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O setor descobre Goiás

O Brasil sucroalcooleiro descobre Goiás. As unidades produtoras de açúcar, álcool e de cogeração de energia – a partir do bagaço de cana -, cercadas por canaviais, compõem novos cenários, que formam “manchas” cada vez mais extensas nessas terras do Centro-

Oeste, que são ainda pouco ocupadas e exploradas. Os bois já não pastam tão solitários. O tomate, o sorgo, a soja, o algodão começam a ter outra companhia. O Estado – que possui treze usinas e destilarias – ganha importância estratégica para grupos e empresas que atuam no setor.

“Existem pelo menos doze projetos para a construção de novas unidades. A implantação vai depender do mercado”, avalia Igor Montenegro Celestino Otto, presidente do Sindicato da Indústria de Fabricação de Álcool do Estado de Goiás – Sifaeg e do Sindicato da Indústria de Fabricação de Açúcar do Estado de Goiás – Sifaçúcar.

O grupo nordestino Antonio Farias elegeu esse Estado do Centro-

Oeste para alavancar seus negócios no setor sucroalcooleiro. O

presidente do Grupo, Eduardo Farias, anuncia a construção da terceira

unidade em Goiás, no município de Turvânia, que terá a sua primeira

moagem – de aproximadamente 700.000 toneladas de cana-de-açúcar

– na safra 2006/07. “A meta é chegar a dois milhões de toneladas em

quatro ou cinco anos.”, prevê. Até o término deste período, deverão

dobrar as moagens das outras duas usinas no Estado: a de Anicuns, que

processa 1,3 milhão de toneladas e a Vale Verde, de Itapaci, que faz a

moagem de outros 1,2 milhão. No total, serão mais 4,5 milhões que

terão papel decisivo no planejamento do Grupo, que pretende alcançar, em poucos anos, a marca de 10 milhões de toneladas. Atualmente, as cinco unidades dos Farias moem 5 milhões.

A Usina São João, de Araras, SP, também planeja inaugurar, em 2006, a

sua unidade no Estado, no município de Quirinópolis. A usina deverá

produzir 70% de açúcar e 30% de álcool, dependendo das condições de

mercado. A Vale do Verdão, de Turvelândia, GO, já está construindo

a sua filial, que ficará em Itumbiara, na região sul do Estado. Segundo o diretor geral da empresa Luís Otávio Silveira, a previsão inicial é a moagem de 600 mil toneladas de cana, a partir de 2006. “Realizamos a aquisição de equipamentos, restando os investimentos de infra-estrutura. O canteiro de obras já foi implantado”, relata.

A Vale do Verdão, como diversas outras usinas do Estado, quer ampliar a sua capacidade de produção. Há um novo “clima” nos ares goianos. Expansão, crescimento, investimentos empurram Goiás para o centro das atenções.

Confira matéria completa na edição de Julho do JornalCana.

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