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Licitação de comboios para etanol

A Transpetro vai lançar em fevereiro licitação para contratar 20 comboios que serão responsáveis pelo transporte de etanol destinado à exportação, pela hidrovia do Tietê, no estado de São Paulo. A contratação foi aprovada pelo Conselho de Administração da Transpetro na semana passada.

Segundo o presidente da Transpetro, Sérgio Machado, os contratos devem ser assinados ao longo deste semestre e as embarcações serão entregues a partir de 2013. Machado não confirma os valores, mas o mercado estima que as encomendas devem ficar em torno de US$ 200 milhões.

O modelo de licitação seguirá os moldes do Programa Nacional de Modernização e Renovação da Frota (Promef), que já encomendou 49 navios petroleiros de diferentes tipos e alcançou um volume de investimentos próximos a US$ 5 bilhões. Por ser um valor bastante menor, este pacote já vem sendo chamado de “Promefinho”. “O programa! repete a inovação no setor que conseguimos promover quando encomendamos navios petroleiros para serem construídos no Brasil, pela primeira vez depois de 20 anos”, disse Machado.

A exemplo do que ocorreu com o Promef, nesta licitação também serão aceitos estaleiros virtuais, ou seja, que não tenham estrutura física instalada. A ideia é que apenas um estaleiro vença a licitação e leve todas as obras que deverão ser feitas simultaneamente. “Apesar de hoje existirem vários estaleiros com condições de fazer estas barcaças, nenhum poderia fazer este volume de embarcações no prazo que desejamos”, disse.

Para Machado, há uma tendência de que um novo estaleiro se instale na beira do Rio Tietê para atender as encomendas, ou ainda que algum grupo se associe a um dos estaleiros existentes na região para promover uma modernização que o capacite para a obra. “Temos vários grupos interessados nestas encomendas”, garantiu.

LOGÍSTICA. Cada comboio será composto de quatro barcaç! as e um empurrador, com capacidade para transportar 7,2 milhões de litros. Comparativamente, segundo a Transpetro, este é o melhor sistema logístico para levar o etanol produzido na região Centro-Oeste e mesmo na região Sudeste, a um dos portos (São Sebastião – SP, ou Ilha D”Água – RJ).

Machado lembrou que a hidrovia Tietê está pouco aproveitada hoje em dia: da capacidade total de 20 milhões de toneladas por ano, apenas 5,1 milhões são carregados por este modal. A expectativa é de que até quatro bilhões de litros de etanol sejam transportados via hidrovia. No decorrer do caminho, explicou o presidente da Transpetro, haverá terminais que vão receber o combustível vindo das usinas e encaminhar aos comboios. Estes, por sua vez, serão destinados à Paulínia, no interior de São Paulo, onde estará localizado também o ponto de chegada do alcoolduto, vindo de Goiás. A partir da Refinaria de Paulínia, parte do etanol é destinada ao atendimento do mercado interno, outra parte segue para! São Sebastião e outra para o Rio de Janeiro.

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