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Governo prepara plano de investimentos em hidrovias, segundo ministério

2007-05-31 Sistema Hidroviario Tiete Parana Logistica Transporte

O diretor de planejamento do Ministério dos Transportes, Francisco da Costa, disse nesta terça-feira (13) que o governo federal espera concluir até o fim deste ano um plano de ação para nortear investimentos em hidrovias.

Segundo Costa, técnicos do governo trabalham atualmente em visitas às 10 bacias hidrográficas selecionadas pelos critérios definidos no Plano Hidroviário Estratégico (PHE), concluído em 2013.

O plano foi desenvolvido com recursos do Banco Mundial a partir de uma licitação vencida por um consórcio holandês-brasileiro, tendo como meta reequilibrar a matriz de transportes do Brasil, incluindo mais ferrovias e hidrovias. “O plano seleciona quais hidrovias são prioritárias e identifica quais investimentos são necessários nessas hidrovias, tanto públicos (dragagem, balizamento e construção de eclusas) quanto privados (aquisição de embarcações e construção de terminais)”, explicou Costa.

O representante do Mnistério dos Transportes participou do 1º Simpósio Hidrovias Brasileiras, promovido pela Subcomissão Permanente dos Portos e Vias Navegáveis, da Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados, e pela Frente Parlamentar de Logística.

Bilhões em investimentos

Os rios que receberão investimentos foram selecionados a partir de uma análise multicritério adotada pela consultoria e levou em conta: economia (custo/benefício), sustentabilidade ambiental e social (entraves ambientais e ganhos sociais) e coesão institucional (facilidades legais e estruturais).

“Para cada tipo de carga originária de uma microrregião foram calculadas as rotas mais eficientes, levando em conta também critérios socioambientais”, disse Costa. A expectativa, segundo ele, é que os investimentos públicos e privados, respectivamente da ordem de R$ 17 bilhões e R$ 9,7 bilhões, comecem a sair do papel já em 2015.

Transporte de cargas

O secretário-executivo do Ministério dos Transportes, Anivaldo Valle, ressaltou que a meta é aumentar a participação do modal hidroviário no modelo transporte brasileiro, das atuais 25 milhões de toneladas de mercadorias, em cerca de 6.500 km de hidrovias, para 125 milhões de toneladas, distribuídas em 9.500 km de hidrovias, até 2031.

O presidente da Frente Parlamentar de Logística, deputado Wellington Fagundes (PR-MT), defendeu as hidrovias como o modal mais econômico, mais seguro e que pode, com menos investimentos, trazer mais retornos para o País.

“Temos alguns problemas na questão ambiental, mas hoje não é mais o rio que se adapta à embarcação. Com a tecnologia, são as embarcações que se adaptam ao rio”, disse Fagundes. Para ele, com poucas intervenções é perfeitamente possível promover o desenvolvimento do País por meio das hidrovias sem desrespeitar o meio ambiente e a legislação. Fagundes defendeu ainda a importâncias da construção de eclusas juntamente com as barragens de hidrelétricas.

Mais barato

O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Neri Geller, que também participou do simpósio, destacou a importância de interligar os diversos modais de transporte do País, principalmente o hidroviário, que também é, segundo ele, o mais barato que existe.

Para Geller, somente com a integração dos modais seria possível atender à crescente demanda por infraestrutura de escoamento da safra agrícola brasileira. “Chegamos a uma safra de 192 milhões de toneladas de grãos e ainda temos cerca de 50 milhões de hectares de terra que podem facilmente ser incorporados ao nosso sistema de produção”, disse Geller.

O consultor da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA) Luiz Antonio Fayet também destacou o Brasil como um dos maiores produtores e exportadores de grãos do mundo. Para Fayet, é importante diversificar as possibilidades de escoamento da safra utilizando hidrovias e portos das regiões Norte e Nordeste. “Quando tivermos uma saída por lá, vamos ter um descongestionamento das regiões Sul e Sudeste. Precisamos intensificar as rotas para as novas fronteiras, inclusive para reduzir custos”, defendeu.

Fonte: Agência Câmara

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