Reforma do canavial assegura produtividade da Diana Bioenergia na safra 2021/22

O grupo projeta uma moagem de 1,6 milhões de toneladas de cana na safra 2022/23

Segundo relatório de demonstrações financeira da Diana Bioenergia, a safra 2021/22, que assegurou ao grupo o título de “Campeão de Produtividade Agrícola”, fechou com uma moagem de 1,2 milhões de toneladas, produzindo 45.908.038 litros de etanol hidratado e 105.972 toneladas de açúcar VHP.

A Diana encerrou a safra com um lucro líquido de R$46 milhões, e projeta para a safra 2022/23 uma moagem de 1,6 milhões de toneladas, com ATR acima de 144 kg, TCH acima de 77 e eficiência industrial acima de 89%, produzindo de 120.000 a 125.000 toneladas de açúcar VHP, 62.000 a 68.000 mil m3 de hidratado, 72.000 a 80.000 mil CBIO’s e ter uma receita entre bagaço e energia elétrica de R$1,8mm.

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O grupo iniciou a safra 2022/23 no dia 12 de abril, e até o dia 31 de maio já moeu 330.299 toneladas, produzindo 19.517 toneladas de açúcar VHP e 12.353.733 litros de etanol hidratado. “O TCH da cana própria realizado até o dia 31 de maio, está 16,5% acima do estimado (64,43 planejado x 75,06 realizado), considerando que moemos os meses de abril e maio, principalmente com canas que serão reformadas nesta safra 2022/23, acreditamos que conseguiremos superar o TCH estimado e atingir pelo menos 80 na temporada 2022/23”, informa a companhia.

Com relação ao ATR o documento aponta que as metas para safra 2022/23 deverão ser cumpridas. “ATR até o momento está acumulado em 125,58, ligeiramente abaixo do estimado que era 127,60 kg/t, mas nos últimos dias o ATR chegou em 135 kg/t, assim como o TCH, considerando que moemos principalmente canas de reforma, acreditamos que iremos atingir a meta de 144,27 kg/t na safra”, diz o documento.

Os dados operacionais apontam que o TCH reduziu de 78,11 na safra 2020/21 para 69,33 na safra 2021/22 (redução de 11%). Já o ATR teve um aumento, saindo de 146,28 kg/ton na safra 2020/21 para 147,39 kg/ton na safra 2021/22.

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Apesar da quebra do TCH, considerando a melhora do ATR, comparando com o setor, em especial do relatório da UNICA (União da Indústria de Cana-de-Açúcar), no Estado de São Paulo, na safra 2020/2021 o ATR fechou em 146,38 e na safra 2021/22 fechou em 143,80, queda de 2,58 kg/t, enquanto o TCH foi 78,30 na 2020/2021 e fechou em 66,50 na safra 2021/22, uma quebra de 15%.

“Portanto, fechamos a safra melhor que a maioria do setor no Estado de São Paulo, o que nos proporcionou o ganho, destacado acima, do prêmio de produtividade agrícola calculado pelo CTC (Centro de Tecnologia Canavieira) em conjunto com o Grupo IDEA, como Campeã de Produtividade Agrícola da região de Araçatuba na safra 2021/2022, tal prêmio leva em consideração TCH, ATR e idade média ponderada”, afirma o documento.

O relatório também aponta uma melhora na liquidez e um aumento de 42% na receita bruta, e projeta uma elevação na venda de CBIOs na safra 2022/23.

Na safra 2021/22, emitiu sua 4a Debêntures com os Bancos Santander e Itaú, sendo uma operação certificada com selo verde Green Bond, e com isso conseguiu melhorar a liquidez.

O preço médio de venda de etanol hidratado na safra 2021/22 foi 62% maior, o que trouxe uma receita bruta 42% maior, mesmo com uma produção de 12% menor comparada à safra 2020/21. No exercício findo em 31 de março de 2022, vendemos 52.939 CBIOs, o que agregou R$ 2.173 ao resultado da companhia. A expectativa de venda de CBIOs para a safra 2022/23 é de 72.000 a 80.000.

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Em relação ao resultado Ebtida, na safra 2021/22 a companhia apresentou lucro bruto 19% maior que o exercício anterior, saindo de R$ 105.932 para R$ 125.728. O EBITDA ajustado aumentou 8,5 p.p. (pontos percentuais), saindo de 53% na safra 2020/21 para 62% na safra 2021/22.

A presidência do Grupo Diana, destaca em mensagem que “nessa safra 2022/23, moemos 216 mil toneladas apenas no mês de maio/22, pretendemos moer 1.600.000 toneladas na safra, atingindo um faturamento bruto próximo de R$ 500 milhões de reais!”

 

Diana Bioenergia