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Álcool mantém-se caro apesar do avanço da produção nas usinas

A expectativa de que a demanda aquecida durante todo o ano, estaria impedindo a queda do preço do álcool hidratado nas bombas e nas usinas. O vice-presidente do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes (Sindicom), Alisio Mendes Vaz, não acredita em redução significativa dos preços do combustível neste ano. Porém, para ele, a queda será contínua e deverá chegar a um nível vantajoso em relação à gasolina em todos os estados produtores. Na semana passada, segundo a Agência Nacional do Petróleo (ANP), o álcool hidratado ficou 3,1% mais barato em média em todo o País, em relação ao período anterior.

A comparação dos valores vigentes no mercado um ano atrás mostra que o mercado segue firme. Embora a produção do combustível esteja acelerada, os preços continuam elevados nas usinas. Há um ano, de acordo com levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o preço do álcool hidratado era R$ 0,60 o litro. Na semana passada, entretanto, permanecia em R$ 0,85. A queda do preço é ainda mais lenta na venda ao consumidor. Levantamento feito pela ANP indica que o preço médio do álcool hidratado na semana passada em São Paulo estava em R$ 1,59. Há uma pequena vantagem em relação ao consumo da gasolina. Comparado aos R$ 2,459 cobrados pela gasolina comum, o valor do álcool corresponde a 64,8%. A paridade entre os dois combustíveis é de 70%, dizem os especialistas. A vantagem do álcool sobre a gasolina comum só ocorre, por enquanto, em São Paulo. Nos demais estados, os preços desaconselham o uso do combustível. O álcool está mais caro no Rio Grande do Sul, segundo a pesquisa da ANP, seguido pelo Pará.

O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivado de Petróleo do Estado São Paulo (Sincopetro), José Alberto Paiva Gouvêa, está mais otimista. Para ele, o preço do álcool hidratado deverá chegar a R$ 1,12 o litro até o fim do mês. Esse valor seria compatível com um custo de R$ 0,60 o litro nas usinas, acrescido pelos impostos (total de 18% em São Paulo), das margens das distribuidoras (R$ 0,11 o litro) e a dos postos (R$ 0,25 o litro), segundo afirmou Gouvêa.

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