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61% das vendas são de carro flex

Carros bicombustíveis, que rodam com gasolina, álcool ou a mistura de ambos, responderam por 61,7% das vendas de automóveis e comerciais leves em agosto, o maior índice desde o início das vendas de veículos com esse tipo de motor, no primeiro semestre de 2003. Foram vendidos 90.334 veículos com essa tecnologia.

No ano, os carros flexíveis respondem por 45,1% das vendas totais do mercado, ou 471,5 mil unidades. Modelos a gasolina ficam com 48,3% das vendas, equivalentes a 505,4 mil unidades. Com os novos lançamentos das montadoras, em breve os bicombustíveis serão maioria no mercado de carros novos.

Para o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Rogelio Golfarb, o Brasil não deve ser afetado diretamente por possível aumento do preço mundial do petróleo em conseqüência do furação Katrina, nos Estados Unidos. O Brasil tem uma matriz energética maravilhosa, com possibilidade de abastecimento com gás, gasolina e álcool, afirmou Golfarb, ressaltando que técnicos do mundo todo têm visitado o País para conhecer a tecnologia dos bicombustíveis. Mas o efeito do Katrina, ressaltou ele, deve ser sentido no preço de matérias-primas como plásticos e resinas, que utilizam petróleo na composição.

ACORDOS

Golfarb mostrou-se preocupado com recente informação de que o Ministério da Fazenda tem estudo defendendo uma redução mais rápida das alíquotas de importações nas negociações da Rodada Doha, da Organização Mundial do Comércio (OMC). Segundo ele, essa medida é contrária ao que defende a indústria automobilística e os demais setores industriais do País. Nós defendemos a redução gradativa das alíquotas, pois a indústria brasileira, apesar dos bons resultados externos que vem obtendo, ainda não tem condições de competir com mercados como China e Coréia, afirmou Golfarb. A redução mais rápida é defendida pelos países desenvolvidos como Estados Unidos e os membros da União Européia.

No bloco dos países em desenvolvimento que querem a redução gradual e com classificações diferenciadas por setores estão Brasil, Argentina e Índia. Essa proposta, segundo representantes do setor industrial, era defendida também pelo Itamaraty, mas o estudo do Ministério da Fazenda, se for adotado, pode pôr em risco a competitividade do País, afirmam empresários.

No caso do setor automobilístico, Golfarb disse que, para começar a entrar no jogo, o Brasil precisa ter escala mínima de produção de 3 milhões de veículos anuais.

O País hoje tem capacidade instalada para 3,2 milhões de veículos, mas vai usar 75% dessa capacidade.

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