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Wolfensohn apóia posição do Brasil na OMC

O Brasil ganhou um importante apoio em sua luta contra as barreiras ao comércio agrícola na Organização Mundial do Comércio (OMC).

Ontem, o presidente do Banco Mundial, James Wolfensohn, deixou claro que apóia o Brasil na queixa contra os subsídios dados pelos Estados Unidos e pela União Européia (UE) aos setores de algodão e açúcar.

Para ele, o desenvolvimento dos países depende do fim dos subsídios dados pelas economias ricas a seus agricultores. “Toda medida que tiver como objetivo questionar os subsídios é uma iniciativa positiva”, afirmou Wolfensohn, em relação à queixa brasileira na OMC.

O Brasil argumenta que o apoio dado pelo governo dos Estados Unidos aos seus produtores de algodão e os subsídios dados por Bruxelas ao açúcar acabam afetando a competitividade dos agricultores.

Para Wolfensohn, os subsídios ainda não foram tratados de forma suficiente pelos países e organizações internacionais. “Somente haverá desenvolvimento nas regiões mais pobres quando os subsídios agrícolas forem eliminados. Sem isso, toda política será irrevelante”, afirmou. Para ele, a liberalização agrícola é a chave para a estabilidade e paz nos países em desenvolvimento.

Ele lembrou que o volume de subsídios é sete vezes maior que a ajuda oficial dada por países ricos aos governos em dificuldades. “Os níveis de subsídios não são sustentáveis”, afirmou.

A respeito de uma eventual vitória dos Estados Unidos e da UE na OMC, Wolfensohn comentou: “Vamos apoiar o Brasil em caso de derrota, mas acreditamos no País”.

O Canadá também poderá apoiar o Brasil contra a UE. Diplomatas relevaram que esse país também é afetado pelo protecionismo europeu contra o açúcar e que, “por solidariedade”, deve apoiar a queixa do Itamaraty na OMC.

Enquanto o Brasil vai somando simpatizantes à sua causa, a UE continua fazendo pressão sobre os negociadores brasileiros para tentar fazer com que o País desista da briga na OMC. Depois de ameaçar em levar o Proálcool à OMC, Bruxelas ameaça retirar os benefícios ao café brasileiro no mercado europeu, que foram dados em 2001. Para funcionários do governo brasileiro, “trata-se de um blefe”. (O Estado de São Paulo)

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