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VPA do Estado de São Paulo supera R$ 89 bilhões

Levantamento indica mudanças expressivas devido à pandemia

O Valor da Produção Agropecuária do Estado de São Paulo para 2020 deverá atingir mais de R$ 89,1 bilhões, montante 8,37% superior ao verificado no ano anterior, informa a Secretaria de Agricultura e Abastecimento, por meio do Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA).

A estimativa preliminar apresenta mudanças expressivas quando comparadas ao comportamento verificado nos últimos anos, evidenciando como a pandemia da Covid-19 vem impactando de forma diferenciada os diversos grupos de produtos, explicam José Roberto da Silva, Paulo José Coelho, Denise Caser, Carlos Roberto Ferreira Bueno, Danton Leonel de Camargo Bini e Eder Pinatti, pesquisadores do IEA.

Dos dez primeiros produtos que compõem a cesta utilizada para o cálculo do VPA, apenas carne de frango e leite apresentaram queda e, consequentemente perda de posição no ranking. A cana-de-açúcar, primeira colocada no ranking apresentou crescimento relativamente pequeno em relação aos demais produtos (+5,76%), no entanto, devido a sua importância para a economia do Estado, o percentual representou um acréscimo de mais de R$ 1,7 bilhão ao VPA total.

Com crescimentos bem mais expressivos, os VPAs do amendoim (+49,81%), da soja (+45,33%) e da carne bovina (+28,42%), produtos com destaque na pauta de exportação paulista, foram favorecidos pela elevada taxa de câmbio e também pelo crescimento da demanda decorrente da pandemia.

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O café beneficiado apresentou expressiva elevação de preço e produção, resultante de um ano favorecido pela bienalidade positiva, elevando seu VPA em 76,28%, resultado que lhe permitiu galgar uma posição no ranking subindo da 9ª para a 8ª posição entre os 50 produtos. O ovo, produto que manteve a 6ª posição no ranking estadual, acusou elevação de 14,11% em seu VPA.

Para o cálculo do VPA, o IEA considera 50 produtos de origem animal e vegetal, agrupando-os em: produtos para a indústria; produtos de origem animal; grãos e fibras; frutas frescas; e produtos olerícolas. Os dados de produção são extraídos dos levantamentos sistemáticos de previsão e estimativas de safra, realizados pelo Instituto e pela Coordenadoria de Desenvolvimento Rural Sustentável (CDRS), também da Secretaria da Agricultura. Os preços médios mensais recebidos pelos produtores são do Banco de Dados do IEA. Os preços dos produtos olerícolas e os das frutas são obtidos na Companhia de Entreposto e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp).

Para ler o artigo na íntegra, consultar as tabelas e gráficos com informações sobre cada um dos produtos, clique aqui.

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