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Volta dos impostos federais sobre os combustíveis deve favorecer distribuidoras

Relatório divulgado pelo Goldman Sachs aponta a Raízen como uma das principais beneficiada

Na avaliação do Goldman Sachs como a medida deve elevar o preço dos combustíveis na bomba, as empresas que distribuem gasolina e etanol devem registrar um aumento no valor dos estoques no primeiro e no segundo trimestre deste ano.

“Além disso, lembramos que a medida pode beneficiar a unidade de combustíveis renováveis da Raízen, porque pode levar a um maior preço realizado de etanol”, disse o banco.

O Goldman Sachs avalia que com a volta da cobrança de impostos federais sobre combustíveis, a tendência é que a demanda por etanol se recupere, já que a gasolina sofre uma taxação maior e o combustível renovável voltaria a ter um preço mais competitivo na bomba.

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No relatório de resultados financeiros da Cosan apresentado nesta terça-feira (28), o CEO do grupo, Luis Henrique Guimarães, ressaltou que a empresa segue firme no planejamento apresentado ao mercado, dando forte tração à expansão da operação de produção do etanol de segunda geração.

“O E2G representa uma solução competitiva para redução da pegada de carbono de nossos clientes e é reconhecido globalmente como um produto de alto valor agregado, com potencial de elevar em cerca de 50% a capacidade de produção de etanol da Raízen sem aumento da área plantada”, disse.

Guimaraes afirmou ainda que a companhia tem, neste momento, além da planta em operação em Piracicaba, mais três em construção e outras cinco a serem construídas para atender a carteira de demanda contratada que já totaliza 4 milhões de m³ em contratos de longo prazo com clientes em todo o mundo.

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Porém, as estimativas são de que a produção de açúcar continuará forte. Na Conferência de Açúcar de Dubai, na terça-feira (28), o diretor comercial da Raízen, Bruno Trombelli afirmou que 48% da safra da região Centro-Sul do Brasil será usada para a produção de açúcar na safra 2023/24 (abril/março).

No mesmo evento, o diretor da DATAGRO, Guilherme Nastari, projetou o aumento de 13% na produção do alimento na região, totalizando 38 milhões de toneladas. De acordo com Nastari, a produção de cana aumentaria modestamente em 6,9%, para 590 milhões de toneladas, porém uma proporção maior da matéria-prima seria usada para produzir açúcar em vez de etanol, ficando o mix voltado para o açúcar em 47,9%, ante 45,6% na temporada anterior.

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