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Ventos favoráveis?

Os ventos estão soprando a favor do setor para 2020? Há indicadores otimistas que sinalizam nessa direção.

Os ventos estão soprando a favor do setor para 2020? Há indicadores otimistas que sinalizam nessa direção.

No caso do açúcar, existe a possibilidade de produção menor na Índia na safra a ser iniciada no fim de setembro próximo. Existe ainda a expectativa de redução nos estoques globais.

Do lado do etanol, pode haver incremento no já aquecido consumo interno, em caso de retomada econômica e do aumento no preço da gasolina. Fora isso, há a entrada em vigor da Política Nacional de Biocombustíveis, o RenovaBio.

É preciso atentar que se trata de tendências e entre elas e a realidade existe um oceano de fatos que podem ou não confirmar as expectativas.

Mas para o setor qualquer alento positivo merece destaque. Mesmo porque, apesar de ser estratégico para a economia brasileira, o setor foi muito vitimizado nos últimos anos por erros dos poderes públicos.

As previsões prometem otimismo não apenas em termos de mercado, mas também no âmbito político.

Em 27 de junho, durante participação na reunião do chamado G-20, em Osaka, no Japão, o presidente da República Jair Bolsonaro fincou duas posições que são positivas para a cadeia sucroenergética.

Ao responder à primeira-ministra da Alemanha, Angela Merkel, que tinha questionado o Brasil sobre ações ambientais, o chefe do Executivo brasileiro defendeu o País das críticas. E foi direto: “o Brasil é pioneiro na tecnologia do etanol. Que tal importar de nós?”, perguntou ele, em referência também aos benefícios ambientais gerados pelo biocombustível.

Já na madrugada (em horário brasileiro) de 28 de junho, no mesmo evento, em encontro com Emmanuel Macron, presidente da França, Bolsonaro afirmou que o Brasil não sairá do Acordo Clima.

Firmado em 2015 em Paris, esse tratado foi criado pela ONU e integra países que se comprometeram em ações para conter o avanço de poluentes como os gases de efeito estufa.

Esse Acordo também permitiu a geração do que viria a ser o RenovaBio, programa de Estado que valoriza as externalidades positivas de biocombustíveis como o etanol, biodiesel e bioquerosene.

Assim, o otimismo para 2020 caminha na melhor remuneração para os produtos do setor. Mas as usinas continuarão com produção aquém da capacidade instalada. Dificilmente a moagem de cana-de-açúcar da safra 2020/21 ultrapassará as 590 milhões de toneladas.

Esse montante de matéria-prima, que deve ser o mesmo da safra atual, não será maior porque no geral inexistem investimentos expressivos na expansão dos canaviais.

A oferta contida de cana, aliada à projetada demanda maior, explica as previsões de preços melhores em 2020.

Mas mesmo que os ventos soprem a favor, nunca é possível garantir que os preços seguirão remuneradores. Por esta razão, defendemos que um setor importante e estratégico para a economia não deveria ser movido por questões pontuais de mercado.

Para uma atividade que já trabalha com fatores de alta inconstância e volatilidade, como clima e preços de commodities, é preciso crescer em previsibilidade.

O RenovaBio prevê condições importantes nessa tarefa. Criado como lei em 26 de dezembro de 2016, o Programa está previsto para entrar oficialmente em vigor dois anos depois, ou seja, no fim de dezembro próximo.

Na prática, o RenovaBio exigirá uma grande adaptação de toda a cadeia de produção e distribuição, incorporando novas complexidades às atividades e às relações entre os diversos agentes.

Complexidades estas que serão fatalmente superadas pelas usinas, haja visto a questão da mecanização do corte e do plantio de cana, exemplo claro de transição complexa que exigiu uma reaprendizagem dos grupos e unidades produtoras. Entre erros e acertos, essa etapa está praticamente vencida.

Que soprem novos ventos! Em meio a tantos desafios, o setor, como sempre, segue sua missão de gerar desenvolvimento, emprego e renda no interior do Brasil, divisas para nossa nação, além de limpar o ar do nosso querido planeta!

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