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Vale recebe em maio mistura maior de biodiesel

Cláudia Schüffner

A BR Distribuidora se prepara para começar a entregar em maio diesel com 20% (B20) ou 30% (B30) de mistura de biodiesel à sua maior cliente, a Companhia Vale do Rio Doce (CVRD). A Vale recebe diesel com 2% de mistura desde 29 de janeiro e segundo a presidente da BR Distribuidora, Maria das Graças Foster, o aumento do percentual de biodiesel vai depender da rapidez com que a Vale, e qualquer outra cliente, obtiver licença para comercialização do produto junto à Agência Nacional do Petróleo (ANP). E até novembro, todo o fornecimento será de B20 ou B30.

A BR e a Vale assinaram no ano passado um contrato orçado em R$ 11 bilhões (pelo atual preço dos combustíveis) pelo qual a BR vai fornecer por cinco anos, renováveis por mais dois, toda a gasolina, diesel e óleo combustível consumidos nas instalações de mineração e logística da CVRD no Brasil.

Até o fim do ano, a BR prevê que todas as suas 66 bases de distribuição tenham sido adaptadas para movimentar biodiesel. Hoje, 47 já operam com o insumo, atendendo 2.617 clientes, sendo 2.386 de grande porte. Em dezembro a distribuidora da Petrobras tinha 3.740 postos de sua rede com bombas de biodiesel e a meta é que até julho ofereça diesel com 2% de biodiesel em toda a rede de postos.

Foster minimizou o problema com a mineira Soyminas. A empresa não entregou sua cota de biodiesel para a Petrobras esse mês, o que, segundo ela, se deveu ao fato da produção ter ficado fora das especificações da ANP. “Ela produziu fora da especificação e nesse caso a BR nem busca o produto. Quando ela entrar na especificação voltamos lá”, afirmou Graça, dizendo que não está preocupada com esse e outros atrasos no cronograma.

“Alguns precisam do selo verde, outros estão adequando a produção. Em compensação, a Brasil Ecodiesel está a todo vapor, apesar de ter atrasado duas semanas a produção em Crateús”, disse Foster, para quem esses problemas são típicos de um mercado em desenvolvimento e cujos atores precisam de tempo para se organizar.

A presidente da BR também confirmou os estudos para construção de duas usinas termelétricas, cada uma com capacidade de gerar 350 MW, junto ao porto de Suape (PE). A idéia é usar como combustível coque de petróleo da refinaria Abreu de Lima (que será construída pela Petrobras junto com a PDVSA) ou carvão.

http://www.valor.com.br/valoreconomico/285/agronegocios/179/Vale+recebe+em+maio+mistura+maior+de+biodiesel+,,,179,4142487.html

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