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Vale do Rosário fica com acionistas

Os acionistas minoritários, que detinham 49,2% das ações da Companhia Açucareira Vale do Rosário anunciaram ontem a compra das ações dos majoritários, tirando a Cosan S. A. Indústria e Comércio do negócio. No início do mês a Cosan havia feito uma oferta hostil para a compra da Vale do Rosário. Os minoritários contraíram empréstimo com o Bradesco para a aquisição das demais ações no valor de US$ 750 milhões.

A compra foi efetuada pela empresa B5, do empresário Luiz Biagi, que detinha, mesmo anteriormente ao negócio, a maior participação no capital da Vale (cerca de 11%). A B5 é quem vai redistribuir as ações adquiridas. Na prática, a Vale do Rosário volta ao comando da família Biagi, que já detém a Companhia Energética Santa Elisa. A proposta é que os dois grupos se unam. Juntos, formariam o segundo maior grupo do setor, com uma capacidade de moagem de cerca de 20 milhões de toneladas de cana-de-açúcar. O projeto prevê expansão, com investimentos em novas usinas e ampliação das existentes.

“Os acionistas que não estavam comprometidos com a Cosan exerceram o direito de preferência”, disse o vice-presidente da Vale do Rosário, Cícero Junqueira Franco. Segundo ele, os antigos majoritários continuam como fornecedores de cana-de-açúcar.

Em 30 dias deve ser definida uma nova estrutura societária da empresa e eleita uma nova diretoria. Após a reestruturação, a Vale do Rosário pretende se fundir com a Santa Elisa e abrir capital. Segundo fontes do setor, a entrada na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) é uma forma de a empresa reaver os valores investidos. Franco afirma que na reestruturação poderão sair ou entrar novos acionistas, inclusive o Bradesco Investimento (BBI), que foi o “apoiador financeiro da operação”. “Aqueles que decidirem sair nós vamos comprar nas mesmas condições que adquirimos as ações que estavam comprometidas com a Cosan”.

Franco diz que a presença da Santa Elisa pode facilitar a entrada de novos investidores. Segundo ele, a fusão deverá valorizar a companhia, que passará a ter outro nome. Entre os interessados estão a multinacional Bunge e os fundos Gávea, do ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga, e o GG Investimentos, do ex-ministro Antonio Kandir.

A compra das ações dos majoritários teve sua operação montada pelos bancos ING e Rabobank S/A. A Vale do Rosário é a quarta maior usina de açúcar e álcool do País e tem participação em outras duas unidades, o que a coloca como um dos 15 maiores grupos em operação no setor.

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