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Uso da adubação foliar tem proporcionado bons resultados aos produtores 

Técnica tem sido usada como estimulante e para equilíbrio nutricional e deve ser complementar à adubação de solo

A aplicação das soluções técnicas geralmente é feita por avião

A adubação foliar no Brasil em cana foi uma das tecnologias que mais cresceu nos últimos anos e vem proporcionando bons resultados nas lavouras canavieiras. De acordo com Carlos Alexandre Costa Crusciol, pesquisador e professor da Universidade Estadual Paulista (UNESP) de Botucatu (SP), a adubação foliar tem sido usada como estimulante e para equilíbrio nutricional e deve ser complementar à adubação de solo.

“Para o agricultor que conduz bem a sua lavoura e usa essas tecnologias, as respostas são mais expressivas”,  disse o pesquisador que participou de webinar promovido pela feira Agronegócio Copercana em junho e apresentou resultados de estudos feitos a partir de 2014, na América Central e no México, com enfoque em reequilibrar a planta e aumentar a produção de sacarose. Assim como, na Nicarágua, onde os esforços foram voltados para aumentar a tolerância à seca.

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A técnica, geralmente aplicada por avião, é feita através da aplicação de nutrientes (cobre, manganês, zinco, boro, molibdênio e nitrogênio) diretamente nas folhas das canas, complementando a aplicação de macronutrientes (nitrogênio, fosforo e potássio) via solo.

Deve ser feita entre novembro/dezembro e fevereiro/março, período de maior desenvolvimento vegetativo, quando as soluções nutritivas são melhores absorvidas, com objetivo de aumento na produção de colmos (TCH). Neste manejo, muitos agricultores têm substituído a aplicação de nitrogênio pela aplicação de aminoácidos.

Crusciol ressaltou ainda que as condições climáticas e as práticas de manejo interferem na maneira como a planta irá absorver as soluções nutritivas e tecnologias têm ajudado neste sentido.

O professor explica que nutrientes como Nitrogênio (N), Zinco (ZN), Boro (B), Magnésio (MG), Potássio (K), Fósforo (P) em pequenas quantidades ajudam a planta a sintetizar a sacarose, e que esses nutrientes podem ser aplicados em um segundo momento, entre 120 a 60 dias antes da colheita, com objetivo de aumentar produção de açúcar (ATR).

Entretanto, se abusar da quantidade de nitrogênio na folha, na época de maturação, há o estímulo para a planta vegetar. Assim, o ideal é não aplicar mais de 500 gramas de N, pois a intenção não é estimular o crescimento e sim estimular a cana a aumentar a produção de sacarose.

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Segundo dados colhidos nos estudos na América Central, as aplicações de um complexo de nutrientes a partir do estádio de perfilhamento até 150 dias antes da colheita (DAC) fizeram com que a planta aumentasse o TCH, porém com pequeno incremento no ATR, menos de 5 quilos.

“Mudando os nutrientes, com foco para a planta fazer sacarose, as aplicações a partir de 120 DAC até 60 DAC, proporcionaram incrementos de 5 a 20 quilos de ATR”, contou.

 

 

 

 

 

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