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Usinas revêem meta de produção de álcool para a safra 2003/2004

Com 50% da safra da cana-de-açúcar já colhida no Centro-Sul e com o Nordeste iniciando a moagem do produto, a projeção do setor sucroalcooleiro para a safra 2003/2004 é de 340 milhões de toneladas de cana, o que representa um aumento de 5,6% em relação à safra passada. A estimativa é de crescimento de 8% na produção de álcool e de 1,6% na do açúcar. Apesar dos números positivos, o momento recessivo da economia motivou uma revisão na produção do álcool, que previa um adicional de 1,5 bilhão de litros, agora readequado para um bilhão de litros.

“Estávamos trabalhando com um aumento do consumo anual de 10%, mas até agora este crescimento foi zero”, explicou o coordenador do Fórum de Líderes da Agroindústria Canavieira do Brasil, Eduardo Pereira de Carvalho, presidente da União da Agroindústria Canavieira de São Paulo.

Ele garantiu que, se houvesse necessidade, o setor cumpriria a expectativa de produção e afirmou que, mesmo com o reajuste, haverá álcool suficiente para atender o consumo interno até primeiro de maio do próximo ano e um estoque de no mínimo 300 milhões de litros. A produção total nacional será da ordem de 13,6 bilhões de litros.

O setor está bancando o estoque do álcool, mesmo sem financiamento do governo federal, para recuperar a confiança do consumidor interno, estimulando-o a usar o combustível, e conquistar a credibilidade de um eventual mercado externo. O presidente do Sindicato do Açúcar e Álcool do Paraná, Anísio Tormena, acredita que o álcool combustível será substituto do petróleo. “Como nós também almejamos o mercado externo, temos de ter cuidado para não deixar faltar o produto em casa”, afirmou. Por isso, ele avalia como “investimento” a disposição do setor em oferecer um estoque do produto, na ausência de um estoque regulador do governo federal. Há ainda a confiança do setor em um aumento de consumo do produto com o carro movido a bicombustível, ou seja, que permite o uso de gasolina ou de álcool.

AÇÚCAR – Segundo Carvalho, a estratégia de crescimento do setor se baseia no álcool porque “não há o que se fazer quanto ao açúcar”. A produção do açúcar se mantém estável, com a expectativa de 23 milhões de toneladas na safra 2003/2004.

“Não há como incrementar a produção de açúcar sem alargar o mercado, senão o resultado seria a derrubada dos preços”, comentou ele, ao explicar que o Brasil é o maior exportador do mercado livre, com quase 44% das vendas externas, mas não consegue entrar nos mercados dos países desenvolvidos devido à forte política protecionista e de subsídios adotada pelos Estados Unidos e Europa.

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