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Usinas retomam investimentos de R$ 8 bilhões no MS

Empresas retomaram projetos para investir cerca de R$ 8 bilhões na construção de 20 novas usinas de açúcar e álcool em Mato Grosso do Sul. Os novos empreendimentos vão no mínimo dobrar o atual parque sucroalcooleiro, de 21 para 41, e criar 30 mil novos empregos no estado. Além disto, empresas analisam propostas para retomar outros 31 projetos, suspensos em decorrência da recessão iniciada nos Estados Unidos em 2008, que poderão exigir aporte de aproximadamente R$ 18 bi.

De acordo com o superintendente de Indústria, Comércio e Serviços da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Agrário e da Produção (Seprotur) sul-mato-grossense, Jonathas Soares de Camargo, sete unidades vão começar a operar em, no máximo, 12 meses. A Usina Aurora Açúcar e Álcool, em Anaurilândia, com investimento de R$ 156 milhões e criação de 1,9 mil empregos, está na fase de testes e poderá entrar em funcionamento este ano. As outras seis vão investir R$ 2,3 bi, com previsão de gerar 7.539 empregos até o fim de 2011 em Costa Rica, Dourados, Eldorado, Fátima do Sul, Ivinhema e Paranaíba. Outras 13 usinas poderão acelerar ou atrasar as obras, de acordo com a perspectiva do mercado nacional e estrangeiro.

O diretor executivo da União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica), Antônio de Pádua Rodrigues, explica que não houve investimento novo depois da crise, apenas a retomada de projetos antigos, alguns dos quais foram abortados, como as duas unidades que seriam construídas pela Brenco em Paranaíba. O grupo foi adquirido pela ETH Bionergia, do grupo Odebrecht, que abortou um dos projetos e manterá outro, segundo Camargo. No entanto, Paranaíba só deverá ganhar a primeira usina do ETH em 2012.

Rodrigues explica que o setor ainda aguarda a credibilidade do mercado para intensificar os investimentos. O mais estratégico são os Estados Unidos, que aplicam tar ifas pesadas para o etanol brasileiro não concorrer com o produto gerado a partir do milho. Em segundo está a Europa, que vem buscando alternativas para o petróleo e pode adotar o “combustível verde” brasileiro. Para a Unica, o mercado interno está aquecido, principalmente pela comercialização de carros flex, mas ainda carece de melhora da infraestrutura de transportes.

O MS dobrou o número de usinas em quatro anos, com 21 plantas em operação, que empregam 45 mil pessoas e têm capacidade para moer 48 mi de toneladas de cana por ano. Em quatro anos, o número poderá dobrar novamente com a concretização dos investimentos.

PanoramaBrasil

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