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Cerradinho Bioenergia inaugura nova unidade para reforçar produção de etanol de milho

Nova planta da Neomille, em Maracaju - MS, posiciona a companhia entre as maiores produtoras do biocombustível a partir do cereal do país

Cerradinho Bioenergia inaugura nova unidade para reforçar produção de etanol de milho

A produção de etanol de milho na safra atual deve se aproximar dos 7 bilhões de litros, o equivalente a 20% da produção total de etanol da região Centro-Sul. Contribuindo significativamente para esse volume, a Cerradinho Bioenergia inaugurou uma nova unidade de sua subsidiária, a Neomille, em Maracaju – MS, nesta terça-feira (18).

Com um investimento de R$ 1,08 bilhão, a nova unidade possui capacidade para processar 608 mil toneladas de milho, produzindo 266 milhões de litros de etanol, 161 mil toneladas de DDGS (subproduto utilizado na alimentação animal) e 10 mil toneladas de óleo.

A unidade acrescentou a capacidade de 3,1 milhões de tons de cana equivalente a moagem total da Cerradinho Bioenergia, totalizando a capacidade instalada atual em 13,6 milhões de toneladas de cana equivalente.

“Combinando com a unidade de Chapadão do Céu, nossa capacidade de processamento atinge 13,6 milhões de toneladas de cana equivalente, elevando significativamente o patamar da colheita do grão. No que diz respeito ao etanol, a produção combinada das duas plantas chega a 275 mil metros cúbicos, podendo alcançar até 1 bilhão de metros cúbicos com a operação plena”, informou Renato Pretti, diretor-presidente e CEO da Cerradinho, durante a cerimônia de inauguração.

Luciano Sanches Fernandes, presidente do Conselho de Administração da Cerradinho Bioenergia, a nova unidade foi um investimento que desde sua implantação movimenta a região, gerando empregos, negócios, desenvolvimento econômico e social, para a cidade de Maracaju, para o estado do Mato Grosso do Sul e para o Brasil.

Durante a construção, cerca de 4500 profissionais, trabalharam na obra. Em operação, a geração de empregos é de aproximadamente 600, entre diretos e indiretos, contribuindo assim com o desenvolvimento socioeconômico da região.

“Somos uma empresa que carrega a bandeira da energia limpa e renovável que vem do campo. Valorizamos parcerias, o meio ambiente e a comunidade, compartilhando valor onde atuamos. Com 2.300 colaboradores, crescemos significativamente nos últimos 10 anos. Cultivamos aproximadamente 100 mil hectares somando cana-de-açúcar e eucalipto, e agora abrimos uma nova rota de crescimento com a inauguração da primeira fase desta unidade, além de outros projetos em andamento”, reforçou Renato Pretti, durante a cerimônia de inauguração.

Ele também ressaltou que 100% da matéria-prima utilizada na usina provém de fornecedores da região. Em relação à biomassa, 50% é adquirida de produtores locais, enquanto os outros 50% são estocados para uso por um período de 10 anos.

Presente na cerimônia, o governador do Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, ressaltou o protagonismo do estado no processo de transição energética e seu potencial em liderar o setor de biocombustíveis. “Estamos aqui, acompanhados de nossos secretários estaduais e lideranças do setor, para mostrar a força do Brasil no processo de transformação energética”.

Renato Pretti, diretor-presidente da Cerradinho

Riedel também destacou a valorização global do milho e sua importância para o Brasil. “A segunda safra contribuiu para que o Brasil se tornasse a potência que é hoje, nos tornando exportadores de milho e demonstrando a dinâmica da agricultura brasileira”, disse.

O governador ressaltou ainda que Mato Grosso do Sul hoje é um dos Estados que mais crescem no país, tendo registrado no ano passado crescimento de 6,6%, duas vezes e meia a média do país. “Também se consolidou como um Estado de oportunidades porque soube fazer o dever de casa e oferecer ao mercado um ambiente favorável de negócios, reduzindo burocracias, tributos, garantindo segurança jurídica, ampliando e melhorando toda uma rede de infraestrutura e logística. Agora registra a chegada de um grande player do mercado de bioenergia, com uma planta moderna e atual que, sem dúvidas, consolida o MS como um grande destaque no ranking nacional de produção do setor”, elucidou.

Para o prefeito de Maracaju, José Marcos Calderan. “A chegada da Neomille representa mais desenvolvimento, oportunidades e renda para as pessoas de nossa cidade, não apenas para os colaboradores diretos, mas também indiretos. Além de movimentar e trazer uma nova expectativa para a nossa economia local. A transformação das commodities em produtos agregados é de suma importância para a cidade e todo o Estado, gerando um círculo econômico positivo, e certamente, atraindo novos negócios”.

Outras lideranças também participaram do evento, como Guilherme Nolasco, presidente da União Nacional do Etanol de Milho (UNEM). Ele destacou a importância do etanol de milho, que responde por cerca de 20% do mercado de etanol. “É um parceiro que veio trazer previsibilidade no abastecimento, pondo fim aquela oscilação entre oferta e demanda, principalmente na entressafra”.

Amaury Pekelman, presidente da Associação de Produtores de Bioenergia de Mato Grosso do Sul (Biosul) afirmou que “a produção do etanol de milho e seus derivados vêm crescendo muito no Mato Grosso do Sul e a perspectiva é que, dentro de mais duas ou três safras, o Estado se torne o segundo maior produtor de etanol do Brasil”.

André Rocha, presidente do SIFAEG (Sindicato da Indústria de Fabricação de Etanol do Estado de Goiás) e do SIFAÇÚCAR (Sindicato da Indústria de Fabricação de Açúcar do Estado de Goiás), e também da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (FIEG), destacou os investimentos da usina no Estado. “O Grupo Cerradinho, que é um dos maiores do setor da produção de etanol, também está fazendo investimentos grandes em Goiás, investindo em uma fábrica para a produção de açúcar”.

O ex-ministro e conselheiro da Cerradinho Bioenergia, Roberto Rodrigues, disse que a usina é um exemplo para o mundo e que está produzindo energia, limpa, renovável, sustentável e gerando empregos.

Para Luciano Rodrigues, diretor de Inteligência da UNICA (União da Indústria de Cana-de-Açúcar), trata-se de mais um movimento importante para consolidar o etanol de milho no cenário nacional como um complemento ao etanol de cana. “Com características diferentes, produção ao longo dos 12 meses, reduzindo qualquer tipo de problema relacionado à sazonalidade da produção da cana. Com a possibilidade ainda de expansão da produção em regiões em que a cana não teria se adaptado. Sendo uma outra matéria-prima, com o mesmo nível de intensidade de carbono do etanol de cana-de-açúcar”, explica Rodrigues.

Renata Camargo, gerente de sustentabilidade da UNICA, afirmou que “quando a gente pensa em sustentabilidade na cadeia do etanol de milho, é importante lembrar da segunda safra, diferente do que ocorre nos Estados Unidos, o etanol de milho aqui não compete com a produção de alimentos, entre outros fatores que tornam sua produção sustentável”.

O diretor-presidente da companhia, Renato Pretti, conclui. “Seguiremos comprometidos com a maturação de nossos investimentos em expansão e o fortalecimento da nossa competitividade no setor. Além de contribuir com a transição da matriz energética do país, pautados sempre pela agenda ESG”.

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