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Usinas investem em transporte por ferrovia

Investimentos permitem redução das emissões de CO2 anuais

As usinas passaram a investir mais no escoamento de seus produtos pelo modal ferroviário. Uma prova disso foi o investimento de aproximadamente R$ 70 milhões feito pela Usina Coruripe no lançamento da pedra fundamental do futuro terminal rodoferroviário Comendador Rubem Montenegro Wanderley, na cidade de Iturama (MG).

O projeto prevê a instalação de uma unidade moderna de transbordo rodoferroviário interligada à Rumo e a previsão é que sejam movimentados pelos trilhos dois milhões de toneladas de açúcar VHP por ano com destino ao Porto de Santos (SP), já no primeiro semestre de 2022, quando a obra deverá ficar pronta.

“Pretendemos contribuir com o desenvolvimento da produção regional de açúcar e trazer mais facilidades a clientes e consumidores, além de gerar novos postos de trabalho.

Esse investimento demonstra a confiança da empresa no cenário socioeconômico da região”, afirma o presidente da Usina Coruripe, Mario Lorencatto.

O terminal atenderá outras usinas em um raio aproximado de 400 a 500 quilômetros, uma área de influência que abrange todo o Triângulo Mineiro e as usinas do sul de Goiás.

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A Tereos também aposta no transporte ferroviário, por isso, em parceria com a VLI, inaugurou oficialmente, em novembro, dois armazéns de açúcar construídos nos terminais do Porto de Santos e na cidade de Guará (SP). As construções fazem parte do acordo de longo prazo assinado pelas duas empresas em junho de 2018, com investimentos de R$ 145 milhões por parte da Tereos e R$ 60 milhões pela VLI, e que prevê uma capacidade de transporte de 1 milhão de toneladas de açúcar bruto por ano.

Os estabelecimentos têm capacidade para 240 mil toneladas e foram essenciais para apoiar o aumento estimado em 60% nas exportações da Tereos nesta safra, alcançando um volume de 1,15 milhão de toneladas de açúcar bruto.

“Em um momento desafiador em virtude da pandemia, a conclusão dos novos armazéns de açúcar, em parceria com a VLI, foi essencial para apoiar o aumento de nossas exportações de açúcar. Além de aumentar a competitividade de nossa logística, este investimento permite uma redução de 220 mil toneladas em emissões de CO2 anuais”, comentou Jacyr Costa Filho, membro do Comitê Executivo Global da Tereos.

“A parceria garante uma maior competitividade e confiabilidade à Tereos por meio de um serviço de logística multimodal que integra a cadeia do açúcar da usina até o navio. A VLI já movimenta cerca de 1/3 do açúcar exportado pelo Porto de Santos.

Queremos continuar crescendo e auxiliando o setor com uma logística cada vez mais eficiente”, ressaltou o presidente da VLI, Ernesto Pousada.

A VLI movimentou 19% mais açúcar no primeiro semestre de 2020 na comparação com igual período de 2019 e a expectativa no médio e longo prazo é ampliar o volume em razão do aumento de capacidade oriundo dos novos armazéns.

Esta matéria faz parte da Edição 321 do JornalCana. Para conferir, clique AQUI.

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