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Usinas de álcool puxam emprego em SP

A indústria paulista fechou o primeiro trimestre deste ano com a criação de 57 mil novos postos de trabalho, o que correspondeu a um aumento de 2,73% em relação ao mesmo período de 2006. Mas os dados divulgados, nesta terça-feira, pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo mostram que esse crescimento foi puxado basicamente pelo setor sucroalcooleiro, que passa por forte período de investimentos.

Das 57 mil vagas geradas de janeiro a março, nada menos do que 42 mil (73,6% do total) estavam vinculadas às usinas de açúcar e álcool.

Segundo o diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp, Paulo Francini, a previsão para este ano é colher uma área 7% maior do que em 2006 de cana-de-açúcar.

Francini disse que, excluído esse setor, os demais exibem desempenho bem mais modesto.

– Estamos felizes por essa criação de empregos, mas temos que ressaltar que não são empregos típicos da indústria, porque são mais no campo e são empregos de baixas remuneração e especialização — afirmou o diretor da Fiesp.

Francini voltou a reclamar da valorização do real frente ao dólar, que tiraria competitividade dos produtos brasileiros no exterior. A baixa cotação também estaria induzindo vários setores a trocar produção local por importação de itens fabricados em outros países.

– Parte da indústria está enfrentando e vai enfrentar ainda mais no segundo semestre uma pressão muito forte dos produtos importados.

As empresas vão fazer tudo o que é possível para sobreviver — disse Francini.

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