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Usina Pitangueiras obtém R$ 62,9 milhões do BNDES para investir em cogeração

A companhia sucroenergética Pitangueiras Açúcar e Álcool Ltda., com unidade produtora em Pitangueiras (SP), obtém financiamento de R$ 62,9 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para ampliação da capacidade de cogeração de energia elétrica. 
Com o financiamento, a empresa pretende otimizar a capacidade industrial do empreendimento e maximizar o potencial de geração de energia a partir do bagaço de cana produzida. O projeto contempla também a interligação de sua subestação à rede da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL). 
Com investimento total de R$ 78,6 milhões, o projeto envolve aquisição de maquinário de cogeração, construção de uma subestação elevadora interligada ao sistema em Morro Agudo, implantação de 7 km de linha de transmissão, e obras civis. 

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Hoje, a usina de cana-de-açúcar já produz energia suficiente para sua operação e conta com um excedente de 90 mil MWh que é negociado no mercado livre.

Após a conclusão do projeto, que tem período de implantação de dois anos, a capacidade de geração por hora será ampliada para 70 MW, uma expansão de 180%.

Já o potencial de exportação de energia aumentará 133%, chegando a 210 mil MWh em cada ano safra, montante capaz de suprir 44 mil residências anualmente.

Considerando apenas o investimento no empreendimento, a energia gerada é suficiente para atender 25 mil domicílios por ano. 

Leilão
Esse aumento representará uma oportunidade de incremento de receita para a empresa, que saiu vencedora do leilão de energia A6-2017. Pelas regras da disputa, a partir de 2023 terá a garantia de exportação de parte de sua energia gerada para o mercado regulado do Sistema Interligado Nacional (SIN).

Até lá continuará a fornecer para o mercado livre – ambiente por meio do qual grandes consumidores podem negociar o valor da energia adquirida com os fornecedores, o que não é possível no mercado cativo, onde as tarifas são as estabelecidas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). 

Mais sobre a Usina Pitangueiras

Fundada em 1975, a companhia atua na industrialização de cana-de açúcar, comercialização e distribuição de seus produtos e subprodutos. Em 2004 inaugurou uma planta de geração de energia elétrica e, dois anos depois, passou a comercializar o excedente produzido. A empresa conta com uma localização estratégica, próxima ao principal centro consumidor do país e de portos para o escoamento de açúcar. 

Energia 

Atualmente a biomassa representa 9% da potência outorgada pela ANEEL na matriz elétrica do Brasil, abaixo da hidráulica (66%) e fóssil (17%).

Considerando a energia gerada a partir da biomassa, o setor sucroenergético responde por 77% do total produzido e florestas representam 21%.

O financiamento a empreendimentos de cogeração energética a partir do bagaço da cana-de açúcar está em linha com as expectativas positivas de crescimento da demanda por fontes de energias renováveis no Brasil e no mundo. 

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