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Usina Coruripe registra lucro líquido recorde de R$ 511 milhões na safra 2022/2023

Companhia iniciou uma safra em que terá capacidade plena de processar mais de 15 milhões de toneladas

A Usina Coruripe anuncia resultados financeiros e comerciais positivos na safra 2022/23. De acordo com balanço divulgado nesta semana, a companhia registrou faturamento líquido total recorde de R$ 3,66 bilhões, 23% superior ao apurado na safra anterior (R$ 2,99 bilhões).

O lucro líquido na safra encerrada em março deste ano alcançou R$ 511 milhões, o que representa um aumento de 22,5% em relação aos R$ 417 milhões reportados na safra 2021/22.

A geração de caixa operacional, medida pelo Ebitda, também alcançou recorde histórico de R$ 1,4 bilhão: aumento de 31,4% em relação aos R$ 1,1 bilhão reportados na safra 2021/22.

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Na temporada passada, a empresa destinou 60,3% da moagem para a produção de açúcar, com 7,6% de açúcar cristal vendido no mercado doméstico e 52,7% de açúcar VHP destinado à exportação. Os 39,7% restantes da moagem foram destinados à produção de etanol.

“Os fundamentos da companhia vêm se reforçando, com a confirmação dos bons resultados auditados da safra passada e as projeções de novos recordes para a safra corrente, estabelecendo, assim, uma base  sólida que permitirá alcançarmos patamares ainda maiores de desempenho nos anos subsequentes”, afirma o presidente da Usina Coruripe, Mario Lorencatto.

Nos aspectos comerciais, a empresa segue com fundamentos favoráveis entre oferta e demanda no mercado internacional e ciclos de preços positivos. Na safra atual, o açúcar VHP, produto que representa mais da metade do portfólio da Coruripe, deve ser precificado em níveis aproximadamente 30% superiores em comparação ao preço médio da temporada anterior, com 96% já fixado.

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Mario Lorencatto

“O mercado interno de açúcar cristal tem também apresentado preços e rentabilidade consistentes. A presença crescente da Coruripe nesse segmento de mercado reflete a excelente qualidade da nossa marca própria e o crescimento recente da capacidade de produção a partir dos investimentos realizados na expansão da nossa refinaria de Campo Florido, atingindo volumes recordes de comercialização e em níveis melhores que o inicialmente orçado”, complementa Lorencatto.

Ele ressalta que o etanol está, neste início de safra, com preços acima do orçamento, amparado principalmente pela maior e crescente participação  da Coruripe no mercado internacional. A meta é chegar a mais de 25% do volume exportado em relação ao volume total de etanol comercializado na safra 23/24.

“Após um início de safra promissor, com resultados melhores que os inicialmente projetados, reforçamos nosso compromisso e estratégia de redução do endividamento e criação de valor aos acionistas e stakeholders”, afirma Lorencatto.

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Terminal rodoferroviario da Coruripe em MG (Divulgação)

Ele comenta que os bons resultados também foram impulsionados pelo início da operação do terminal rodoferroviário de Iturama, em junho do ano passado, que permite o transporte direto de açúcar do Triângulo Mineiro para o Porto de Santos. “Obtivemos ganhos significativos em eficiência e otimização logística”.Perspectivas

Operacionalmente, a companhia iniciou uma safra em que terá capacidade plena de processar mais de 15 milhões de toneladas. “Isso é reflexo do retorno dos investimentos, feitos nos últimos anos, com foco em renovação e expansão do canavial, modernização da frota agrícola, maior participação de cana própria e ativos industriais”, afirma o diretor-financeiro da Coruripe, Thierry Soret. Além disso, a empresa apresenta uma agenda de eficiência e redução de custos com suporte de uma consultoria externa.De acordo com Soret, para a safra 2024/25, com a maior parte dos investimentos já tendo sido realizados na expansão da unidade de Limeira do Oeste (aumento em 1 milhão de toneladas de cana a capacidade e a instalação de uma fábrica de açúcar, que vai produzir 185 mil toneladas de VHP/safra).

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“A Coruripe terá os frutos colhidos de mais de R$ 330 milhões de receita e R$ 200 milhões de Ebitda incrementais no grupo, atingindo a capacidade de 16 milhões de toneladas de moagem”. A companhia inaugurou também uma nova térmica em Alagoas, a CVW, o que deve dobrar a venda de energia elétrica cogerada naquela unidade.

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