Usina Caeté deve fechar acordo com credor Santander

A Usina Caeté, do Grupo Carlos Lyra, e um dos principais grupos sucroalcooleiros do Nordeste, está prestes a fechar um acordo com seu credor Santander, que prevê a antecipação do recebimento de R$ 200 milhões do banco em troca de contratos futuros de exportação com a trading Toyota, segundo fonte que acompanha o assunto. O montante equivale a 60% do valor do compromissos que a usina Caeté tem com a trading relativos a contratos de exportação de açúcar ao longo de seis safras. Na prática, o Santander passa a ser o beneficiário desses contratos, recebendo pelo açúcar que a Caeté entregar para a Toyota. Com isso, a Caeté embolsa à vista, com desconto, um valor que só receberia ao longo das próximas seis temporadas. Procurado, o Santander disse que não comentaria o assunto. O objetivo da operação é evitar que a Caeté tenha de pedir recuperação judicial.

O acordo depende agora da negociação da Caeté com outros credores, principalmente debenturistas, além do banco de fomento latino¬americano CAF, e que têm a receber cerca de R$ 600 milhões da companhia. A expectativa é que a reestruturação dessa parcela de créditos ocorra até o fim deste mês. A princípio, o acordo com o Santander não prevê garantias ¬ ou seja, se a Caeté não entregar o açúcar comprometido para a Toyota, o banco assumirá o risco. Isso ainda está em negociação, mas segundo a mesma fonte, não é condição para o acordo ser assinado. No total, a dívida da Caeté, dona de três usinas em Alagoas e uma em São Paulo, supera R$ 1 bilhão.

A empresa também tem dívida com Credit Suisse, com a gestora americana Amerra, o HSBC, Banco do Brasil e Bradesco. Em 2016 a companhia entrou em calote, conforme classificação da Standard & Poor’s (S&P), após deixar de pagar os vencimentos de juros e principal de sua dívida.

As informações são do Valor Econômico.

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