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Unidade discute extração do caldo

O informativo mensal da Sabarálcool vai ressaltar nesta edição “A extração do caldo: sétima fase da cadeia de produção de cana-de-açúcar”.

Segundo o jornal interno, direcionado aos colaboradores e parceiros, nesta etapa, a cana-de-açúcar, após ser descarregada na mesa alimentadora ou no barração, passa pelo processo de lavagem onde é retirada a terra, trazida do campo. A reportagem explica que a água utilizada nesse processo trabalha em circuito fechado, ou seja, a captação “in natura” ocorre somente para encher esse circuito no início de cada safra, além do aproveitamento da água contida na própria cana-de-açúcar.

“Após lavar a cana, a água junto com a terra seguem para uma célula de sedimentação. No local, a terra é decantada, separada da água, e depois de retirada da célula é levada para as lavouras, onde é utilizada como adubo orgânico”, enfatiza o coordenador de produção industrial da unidade Matriz da Sabarálcool, Geovane Aparecido de Lima.

Ele conta ainda, que a água depositada na célula de sedimentação, recebe correção de PH e novamente é reutilizada na lavagem da cana. “Com isso há economia e, principalmente, o reaproveitamento de água, que beneficia o Meio Ambiente”, diz Lima. “A unidade conta com duas células, quando uma atinge a capacidade total, a outra é acionada”, lembra.

Depois de lavada, a cana segue para o picador e desfibrador que trituram os colmos, preparando-a para moagem. Nesse processo as células são abertas sem perda do caldo. “Depois do preparo, a cana desfibrada passa pelo eletroímã que retém objetos metálicos que possam estar juntos a ela por eventualidade. Em seguida, a cana segue para moenda onde ocorre a moagem e extração do caldo. Desfibrada a cana, ela segue para um conjunto de rolos (os ternos), que submetidos a uma pressão, retiram o caldo do interior da célula”, explica Lima.

Ele conta que o processo é repetido por quatro vezes continuamente. “O primeiro terno esmaga e retira o caldo primário, que concentra maior parte do açúcar. O bagaço passa pelo segundo e terceiro terno, onde é esmagado, e antes de seguir para o quarto terno, recebe um jato de água quente – com temperatura de 60 a 65 graus Celsius. O caldo e a água resultante do esmagamento do quarto terno são lançados no terceiro terno. O caldo do terceiro é lançado no bagaço do segundo, de onde sai o caldo secundário. Esse processo recebe o nome de Embebição composta”.

Lima explica ainda, que o caldo primário segue por tubos para um tanque de onde é bombeado e enviado a uma peneira rotativa com o objetivo de retirar resíduos do bagaço. O caldo peneirado segue para o setor de tratamento de caldo. “A meta é extrair mais de 95% do açúcar contido na cana, sendo 65% do caldo direcionado para a produção de açúcar e 35% para álcool, conforme o mix de produção”, argumenta.

O bagaço ao deixar o quarto terno segue por esteiras para as caldeiras e ao ser queimado gera vapor, destinado a todas as necessidades que envolvem o acionamento dos equipamentos pesados, geração de energia elétrica e o processo de fabricação de açúcar e álcool. Uma parcela do mesmo bagaço é retirada para ser analisada pelo Laboratório Industrial. “São analisadas a quantidade de açúcar, fibra e umidade contida no bagaço. O setor de extração do caldo tem de ser um relógio, tudo tem de ser perfeito para evitar perdas. Quanto maior a extração, menor será a perda”.

Para cada conjunto de terno, composto por quatro rolos, existe um “chapiscador”, que durante o turno de trabalho, não descuida dos pontos de solda depositados no rolo. “Se não é feita a solda, o rolo perde a aderência e o bagaço não sofre o esmagamento necessário para extrair o máximo de açúcar do caldo de cana”, explica o soldador industrial da unidade Matriz, Giovani Pereira de Oliveira, que aplica 80 varetas, de 40 centímetros cada uma, durante o turno de trabalho. “Quanto mais atrito o rolo tiver, maior será sua eficiência na extração”.

O funcionamento de toda a estrutura requer cuidados com o Meio Ambiente e com a segurança dos colaboradores envolvidos no processo de industrialização da cana-de-açúcar. “Há um extremo cuidado com o descarte do óleo utilizado na moenda. O produto após a sua vida útil é separado adequadamente e encaminhado a uma empresa especializada”, diz o supervisor de produção industrial, da unidade Filial, Ivo Jesus da Silva.

Segundo ele, todos os colaboradores são orientados quanto ao uso adequado do EPI´s e treinados para uma operação melhor e mais segura. Ele lembra que todo o processo de extração do caldo executado na unidade Matriz segue o mesmo padrão da Filial e vice-versa. “O formato é idêntico”, finaliza Silva.

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