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Unica pede revisão da posição brasileira para o açúcar

A Unica, por meio de seu presidente Eduardo Pereira de Carvalho, enviou ontem carta ao ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, manifestando descontentamento em relação à política adotada para o açúcar nas negociações multilaterais de comércio e pediu a revisão da mesma. A entidade critica a posição do governo brasileiro, que aceitou incluir o açúcar entre os produtos “sensíveis” na lista que será apresentada nas negociações para a criação da Área de Livre Comércio das Américas (ALCA), para proteger os interesses da Argentina.

A entidade rejeita o argumento de que a proposta teria de ser apresentada pelo Mercosul como bloco, uma vez que o produto está fora da união aduaneira, sem participar, portanto, do livre comércio intazona e da Tarifa Externa Comum (TEC). A indústria açucareira argentina é protegida pela barreira à entrada do açúcar de outros países. “O açúcar brasileiro não pode ficar também afastado de outros mercados, a priori, porque os problemas da Argentina não permitem chegar-se a um acordo no Mercosul. Os produtores brasileiros de açúcar não desejam carregar indefinidamente o ônus de um problema que não têm e estão longe de ter”, afirma o presidente da Unica.

Segundo Carvalho, “colaborar para a manutenção dos interesses argentinos em açúcar é colaborar para a manutenção de práticas desleais de comércio que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tanto quer combater”.

Assim, a Unica solicitou ao ministro que a posição brasileira para açúcar na ALCA seja revista, “ainda mais porque não nos parece restar razão para que um produto que nem sequer está integrado ao bloco comercial tenha de ser negociado em seu nome”. (Unica)

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