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Uma segunda via

Na turbulência gerada pela atual crise, boa parte dos gestores do setor sucroenergético, apreensivos, apertam os cintos das empresas que comandam e tomam medidas duras, tais como: a dispensa de colaboradores e a interrupção das atividades da própria usina ou de alguma unidade. Para alguns, a linha do horizonte demonstra que há um longo caminho a percorrer e muitos duvidam se possuirão fôlego para tanto. Mas, outros, olham para esta mesma linha e distância como um espaço novo e desafiador a ser explorado e vencido. Isto porque, na maioria das vezes, a própria busca efetiva por soluções abre oportunidades para inovar e até recriar caminhos. Da nossa parte, a ProCana Brasil optou pela segunda via, como demonstra o caso do novo portal do JornalCana (jornalcana.com.br). Neste momento difícil pelo qual estamos passando junto com todo o setor, decidimos por investir e renová-lo completamente, da estrutura à aparência, ampliando a qualidade e relevância das informações, por meio de matérias, notas, suítes especiais e infográficos. O resultado é que em apenas um mês as visualizações do portal aumentaram em cerca de 40%. Somente em visitas a páginas únicas, o crescimento foi de cerca de 20%. A novidade atraiu novos leitores e tornou os tradicionais mais assíduos. Em nossa experiência, descobrimos na prática, que poderíamos modernizar sem, necessariamente, trocar equipamentos ou colaboradores. Por estarmos atualizados no quesito tecnológico, reavaliamos a equipe de colaboradores e, ao final, decidimos que queríamos mudar “as pessoas” e não “de pessoas”. Ao fazê-las saber que as valorizamos, trouxemos tranquilidade ao grupo e os resultados começam a aparecer. Há muito ainda a fazer, temos consciência disso, mas estes resultados nos levam a ver o horizonte com outros olhos. Nosso exemplo não é exclusivo. Grupos e unidades industriais que semearam inovação estão colhendo alta performance. É o caso da Usina Guaíra, que obteve na safra 2013/14 produtividade média de 103,5 toneladas/ha, a maior do ano entre as mais de 250 usinas que disponibilizam seus dados (veja nas páginas 38 a 41). Decerto que apenas inovar da “porteira para dentro” não é suficiente. É preciso encontrar alternativas para fazer frente à diversidade de desafios do mercado (confira matéria nas páginas 26 a 30). As circunstâncias pedem mais do que o discurso. Inovação e criatividade representam a segunda via – talvez a única que resta ao setor, neste momento, para sobreviver com saúde até que a “tempestade” das eleições seja superada. Que Deus nos ajude!

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