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JornalCana

Um fator mais importante do que preços altos!

Quando este exemplar chegar às suas mãos, a maioria das usinas já terá encerrado a produção da safra 2016/17. O final antecipado da moagem revela uma quebra significativa em pelo menos 40 milhões de toneladas de cana em relação à previsão inicial na região Centro/Sul.

A maior parte como consequência da dispersão climática que atingiu diversas regiões do Centro/Sul, com geadas, chuvas e secas intensificadas no período entre abril e Agosto. Com menor produção e melhores preços, não é preciso ser profeta para prever a volta das tradicionais notícias que envolvem o setor.

A menor produção de hidratado forçará a alta dos preços, que deve superar o percentual de 70% que o mercado estabeleceu como ideal de equivalência com a gasolina, reavivando a indisposição do consumidor contra os “gananciosos usineiros” que preteriram o etanol para lucrar com o açúcar…

Com os bons preços do açúcar, veremos mais destilarias implantando fábricas de açúcar e de usinas ampliando e otimizando suas fábricas. Por outro lado, poderemos rever casos de default no mercado, com algumas usinas não conseguindo performar seus contratos de açúcar devido à quebra na moagem.

Diante de notícias tão previsíveis, a “boa nova” do setor é a maturação nos relacionamentos entre as pessoas. Sim, isso mesmo! Mais importante do que o cenário positivo por causa dos preços é ver a maturação que está acontecendo nos processos de transição entre gerações, conceitos e diferentes culturas do setor.

Em minha fala de abertura do Prêmio MasterCana Brasil, em São Paulo, lembrei que um dos fatores mais positivos para a sustentabilidade do agronegócio sucroenergético, e que me deixa muito otimista, é testemunhar a maturidade alcançada na transição entre as diversas gerações do setor. Tomo como exemplo diversos filhos que estão assumindo os negócios dos pais, com a mesma filosofia mas com técnicas inovadoras, e o respeito e a integração entre executivos de estratégias globais e executivos de estratégias locais.

Testemunhei o orgulho transformado em humildade por parte de quem entrou no setor desprezando conhecimentos centenários, mas também pude perceber a metamorfose em quem via com desdém e despeito a chegada dos “estrangeiros e almofadinhas” há alguns anos atrás.

Tenho visto abertura para as mudanças por parte de quem achava que sabia tudo e de quem achava que não precisava agregar mais nada à arte de fazer açúcar e etanol. Vi um magnífico ajuste, com humildade e respeito, entre pessoas de culturas completamente diferentes.

Vi que o que importa é a gerações de negócios e não conceitos pessoais, e que resultado e superação são frutos naturais da junção entre o conservadorismo e a vanguarda, entre a experiência e a inovação, entre a garra e a técnica.

Cultivando estes elementos, podemos ter a certeza de que o setor é capaz de se reinventar e superar a si mesmo, por geração e gerações!

Boa leitura!

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