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Tudo para salvar a safra

“A cadeia produtiva do etanol, uma das mais promissoras que o país tinha em 2010, passa por um processo de destruição”, observou o colunista J. R. Guzzo na revista Exame de abril deste ano.

“O setor sucroalcooleiro está “moendo usinas, e não cana”, lamentou, em maio último, Mônika Bergamaschi, Secretária da Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

As duas frases acima refletem a seriedade da situação econômica das usinas, sinalizando a necessidade de medidas externas urgentes para que mais usinas não terminem a safra “moídas” pelos prejuízos e dívidas. Jogadas para escanteio pela Copa do Mundo e pelo momento político, e pressionadas pelo clima e pelo mercado, as usinas lutam para salvar a safra.

Nesta edição mostramos algumas usinas e grupos que estão superando dificuldades e se destacando por desempenho. A Raízen mantém-se como líder em vendas. A Lincoln Junqueira apresenta melhor performance em lucro ajustado e a Usina Coruripe é a primeira colocada no ranking das maiores empresas sucroenergéticas do Nordeste, Norte e Centro-oeste e oitava posição no ranking geral das 50 maiores companhias do agronegócio brasileiro. O Anuário da Cana 2014, pronto para ser lançado agora em agosto, durante a Fenasucro, traz dados como estes e mais.

Desde o início deste ano temos mostrado nas edições do JornalCana especiais mostrando quem são e o que pensam os principais executivos em cada área do setor. Nesta, trazemos três importantes nomes da área agrícola que têm tido sucesso em criar condições para a elevação do rendimento da cana em toneladas por hectare, mesmo em meio a muitas adversidades (pg 40 a 42). São executivos agrícolas que driblam com classe as adversidades.

Estes e outros fatos demonstram que o setor segue a rota do desenvolvimento pela produtividade, buscando formas para superar-se a si mesmo. Tudo para salvar esta safra, enquanto torce para que em outubro o Brasil experimente uma profunda mudança em sua política econômica, que não continue desperdiçando a biomassa como solução alimentícia e energética. Afinal, a esperança é a última que morre.

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