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Tranding vê risco em estocagem e recomenda cautela

Uma das maiores tranding’s no Brasil está atenta à movimentação do mercado de açúcar e também diante da estratégia de estocagem pelas unidades produtoras, e recomenda estratégia cautelosa para quem está mantendo estoques acima da rotina. O alerta é de Francisco Vassellucci, diretor de Negócios de Açúcar da Cargill do Brasil, que confirma um mercado mais vendedor do que comprador, principalmente diante da desova de grandes estoques da Índia e Tailândia.

As usinas da região Centro-Sul fecharam o mês de setembro com um excedente de estoque acima de 1 milhão de toneladas, se comparado com o mesmo período do ano passado. O motivo foi apenas um: retenção à espera de melhores preços no mercado doméstico e internacional. Ao mesmo tempo, a estratégia de comercialização trouxe problemas para a estocagem, apesar de a curto prazo o mercado apontar para tendências de melhor remuneração, principalmente com a expectativa de entrada no mercado das compras do Leste Europeu, Ásia e África.

Para um mercado que há dois meses registrou R$ 30,00 para a saca de 50 quilos, Vassellucci considera pouco remunerável os quase R$ 20 reais cotados na primeira semana de outubro, mas alerta que a estocagem representa uma estratégia de comercialização de risco, a não ser que a unidade produtora esteja capitalizada o suficiente para esperar pelo reaquecimento do mercado. Para ele, cada caso deve ser visto isoladamente, dos custos ao comprometimento dos objetivos traçados para a safra.

O diretor de Negócios de Açúcar da Cargill do Brasil atribui a retração das cotações do açúcar ao desempenho do mercado interno, onde registra-se redução de compras pelo varejos e pelas indústrias de bebidas e alimentos, e ao comportamento de outros países produtores, como Índia e Tailândia. Nesses dois casos, depois de vários anos formando estoques, chegaram a uma situação que se viram obrigados a desovar açúcar no mercado internacional, com preços que têm forçado para baixo as cotações nos principais centros de negócios com as commodities.

Veja reportagem completa sobre a estocagem e o mercado de açúcar na edição deste mês do JornalCana.

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