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Subsídio da cana terá política e não técnica

O ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, disse ontem que a decisão sobre a retomada do programa de Equalização do Custo de Produção da Cana-de-açúcar na Região Nordeste – também chamado de subsídio da cana – será política e não técnica. Segundo o ministro, as circunstâncias atuais, em que devido à grande oferta de cana houve redução nos preços, prejudicando os produtores nordestinos, pode forçar o Governo a se posicionar em breve.

“É um assunto em discussão na área mais política em função do aumento da oferta e da redução dos preços, que é uma circunstância. Vamos examinar, ver a sua duração para tomar alguma decisão em relação a essa questão”, disse.

O aumento da produção deve-se a expectativa dos usineiros de que o Brasil passaria a fornecer álcool combustível para o Japão ainda neste ano. Uma lei autorizando a mistura naquele país foi aprovada recentemente, mas ainda não teve reflexos no mercado nacional.

Por causa disso, os preços caíram consideravelmente. De acordo com o deputado José Múcio (PTB-PE), no ano passado, a tonelada chegou a custar R$ 32 no Nordeste, enquanto que neste ano o valor passou para R$ 26. O problema é que produzir cana-de-açúcar no Nordeste é em média 30% mais caro do que no Centro-Sul, devido à tipografia da Região. Portanto, a queda nos preços atinge muito mais o Nordeste do que o Centro-Sul do País.

Os produtores acreditam que com a retomada do programa de equalização dos preços será possível passar por este momento de “crise” de forma mais amena. Caso decida por este caminho, o Governo terá que liberar R$ 300 milhões, nas contas do secretário de Agricultura de Pernambuco, Gabriel Maciel. O valor cobriria as safras dos dois últimos anos. “Não acredito que a equalização seja retomada. A questão sempre emperra na equipe econômica”, disse.

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