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StoneX projeta 35,2 milhões de toneladas de produção de açúcar na safra 2023/24

Cenário de não retorno ou retorno parcial dos impostos federais do etanol hidratado, a partir do próximo ano, poderia levar a mix ainda mais açucareiro

A produção de açúcar deve se beneficiar de condições climáticas favoráveis e apresentar crescimento na próxima safra, que apresenta uma tendência de mix mais açucareiro, avaliou a StoneX, durante seminário online da consultoria, na última semana.

A previsão se baseia no clima favorável para ambas as regiões produtoras, no crescimento da produtividade dos canaviais e no crescimento significativo do mix de açúcar nas usinas, apresentado nos últimos meses.

Segundo o consultor Filipi Cardoso, o mix açucareiro na safra atual do Centro-Sul do Brasil deve ficar em 44,8%.

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Filipi Cardoso – Stonex

“Estimamos que o mix de açúcar deve retomar os 45% em 2023/24, ou seja, recuperar 0,2 ponto percentual. A região Nordeste deve ficar em 46% de mix de açúcar. Isso acaba trazendo uma produção maior de açúcar para o mercado global”, diz Cardoso.

“A paridade tende a ficar mais favorável para o açúcar, na nossa visão, e isso reforça a ideia de que o mix na safra 2023/24 vai ser um mix bastante açucareiro. Percentualmente, ele pode ser mais açucareiro ainda caso a gente tenha o retorno parcial apenas dos impostos federais, abrindo mais essa diferença”, explica a consultora em gerenciamento de risco da StoneX, Lígia Heise.

A StoneX vê a produção de açúcar na próxima safra em 35,2 milhões de toneladas, cerca de 5% acima do que na atual temporada, já que chuvas acima da média têm beneficiado as áreas de cana-de-açúcar. Essa recuperação, inclusive, deve favorecer um superávit global no ciclo 2022/23.

Lígia Heise

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Já para o etanol, após quebra na safra 2021/22 do Centro-Sul, os preços do hidratado atingiram patamares recordes. Contudo, novas dinâmicas de precificação prejudicam a precificação do etanol, que tem perdido competitividade em relação à gasolina. Segundo Cardoso, “a competitividade deve permanecer acirrada entre os dois combustíveis. As usinas têm destinado mais cana-de-açúcar para a produção do adoçante, favorecendo a oferta, cenário que deve seguir também na próxima na próxima safra”.

Além das questões tributárias, que fizeram com que o etanol perdesse a vantagem em relação ao açúcar para os produtores, existem ainda fatores externos como a produção em países como Índia e Tailândia, que enfrentam condições climáticas favoráveis e devem aumentar sua produção de açúcar. Os estoques globais de açúcar se aproximam de 79 milhões de toneladas ao fim do ciclo 2022/23.

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