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StoneX estima recorde sucessivo na moagem e safra 2024/25 pode chegar a 629,3 milhões de toneladas  

Para a safra atual a estimativa é de uma moagem de 623,6 milhões de toneladas, o que seria um volume recorde para o Centro-Sul

Uma sequência sucessiva de recordes em volume de cana processada. Tanto na safra atual (2023/24) como na próxima 2024/25. Essa é a estimativa divulgada pela consultoria StoneX em sua 6ª Revisão das estimativas para a temporada atual e perspectivas para a próxima.

Ainda que de modo preliminar, a StoneX projeta que o TCH médio na região reduza 4,8% no comparativo safra-a-safra, alcançando patamar de 80,9 t/ha em 2024/25, em direção de uma produtividade próxima da normalidade, e cerca de 6,4% acima das médias das últimas 5 safras.

A área canavieira, por sua vez, deve observar recuperação em 2024/25, com crescimento anual de 6,0%, totalizando 7,78 milhões de hectares.

Consequentemente, a moagem no Centro-Sul deve totalizar 629,3 milhões de toneladas, podendo representar aumento anual de 0,9%, renovando os recordes do setor, que devem ser superados já na safra corrente.

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Segundo a consultoria, o mix produtivo, assim como no ciclo atual, deve continuar favorecendo a produção de açúcar, uma vez que o mercado global do adoçante segue registrando quebra na produção de importantes players, fornecendo assim um suporte altista para os preços da commodity.

Para o ciclo 2024/25, a safra apresenta uma tendência de crescimento no mix açucareiro, estimando-se que 49,5% do volume de biomassa processada deverá ser destinado à produção de açúcar, alta de 0,7 ponto porcentual do mix projetado para 2023/24.

Com isso, a oferta de açúcar pelo Centro-Sul em 2024/25 deve totalizar 41,1 milhões de toneladas (+3,0%), ao passo que a destilação de etanol de cana é estimada em 25,8 milhões de m³ (+0,2%). Especificamente, esperamos que a produção de hidratado seja de 16 milhões de m³ – avanço safra-a-safra de 5,3% – enquanto 9,8 milhões de m³ de anidro devem ser ofertados pelas usinas do Centro-Sul (-7,0%).

A consultoria projeta um crescimento para o consumo de Ciclo Otto de 1,0% e, considerando uma maior competitividade para o etanol, estimou um share do hidratado de 26,5%.

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A produção de etanol de milho deve continuar ganhando espaço no mercado, apresentando crescimento anual de 12,1%, totalizando 6,5 milhões de m³ – levando a produção total do biocombustível na temporada para 32,3 milhões de m³, alta de 2,4% frente ao volume estimado pela StoneX para a safra 2023/24.

Na temporada 2023/24 (abr-mar) do Centro-Sul brasileiro as perspectivas para produtividade dos canaviais, assim como na estimativa anterior, permanecem otimistas.

O TCH foi reajustado para 85,00 ton/ha, que se concretizado, apresentará uma alta de 15,9% no comparativo entre safras. Em relação a área a ser colhida, as estimativas da StoneX indicam para uma retração de 2,15% em relação à safra anterior, devendo totalizar 7,33 milhões de hectares. Logo, nesse cenário, a moagem total do ciclo 2023/24 deve chegar a 623,6 milhões de toneladas, o que seria um volume recorde para o Centro-Sul.

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Com relação ao mix produtivo, considerando a dinâmica entre os produtos da cana e os dados de acompanhamento da safra, que já indicam um crescimento gradual no volume de cana destinada à produção de açúcar, ficou estimado um mix açucareiro de 48,8%, com a produção de açúcar projetada em 39,9 milhões de toneladas, crescimento de 18,4% em relação a 2022/23 e, se consumado, a maior produção de açúcar das usinas.

O crescimento estimado para o consumo de Ciclo Otto ficou projetado em 5,0%, devendo totalizar 43,96 milhões de m³. Dessa forma, considerando a dinâmica entre o etanol hidratado e a gasolina, o share (ou participação) de hidratado estimado na safra deve ficar em 25,0% – totalizando um consumo de 15,7 milhões de m³, 13,4% superior à safra anterior.

A oferta do biocombustível de cana, por sua vez, ficou projetada em 25,8 milhões de m³, alta anual de 5,3%. Especificamente, estima-se uma produção de 15,2 milhões de m³ de hidratado e 10,6 milhões de m³ de anidro – avanço anual na ordem de 9,0% e 0,3%, respectivamente.

Para a produção do biocombustível derivado do milho ficou estimado um crescimento anual de 35,4% totalizando 6,0 milhões de m³ – detalhado em 3,6 milhões de m³ de hidratado (+35,1%) e 2,4 milhões de m³ de anidro (35,7%).

 

 

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