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SP define até sexta novo valor do pedágio

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A Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) vai divulgar “até o fim desta semana” o índice de reajuste dos preços de pedágio para concessionárias de rodovias em São Paulo.

O assunto virou suspense para o mercado após os preços terem sido “congelados” no ano passado, em meio aos protestos populares contra o aumento das tarifas de mobilidade urbana. A elevação estava prevista para entrar em vigor no dia 1º de julho de 2013 e deveria seguir a inflação anual acumulada em 12 meses – que somou 6,2%. Em troca do não reajuste do ano passado, o governo estadual autorizou as concessionárias a cobrar pelo eixo suspenso de caminhões – entre outras diferentes medidas.

Neste ano, a expectativa do mercado – corroborada por posicionamentos do governo estadual – é que não haverá mais medidas compensatórias. Com isso, o reajuste nos pedágios volta a ser aplicado neste ano. Os novos preços serão aplicados a partir de 1º de julho (conforme os contratos). Só não se sabe ainda o percentual do aumento das tarifas.

“O reajuste tarifário para 2014 ainda está sendo calculado pelos técnicos. O porcentual será anunciado até o fim desta semana”, informa posicionamento enviado pela assessoria de imprensa da Artesp. Segundo a agência reguladora, o reajuste das tarifas vai considerar “o índice inflacionário acumulado nos últimos 12 meses”.

Contratualmente, o indexador de todos os 19 contratos de rodovias paulistas atualmente é o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Mesmo assim, a Artesp informa que o Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) também pode ser usado. “No ano de 2012, usou-se o IPCA e o IGP-M, o que deixou o reajuste menor que a inflação em 60% das praças no Estado”, defende a agência reguladora.

Segundo os analistas Bruno Savaris e Felipe Vinagre, do Credit Suisse, há uma negociação atualmente entre a Artesp e concessionárias porque – sob uma análise preliminar da agência – as compensações colocadas em prática em 2013 teriam ajudado algumas empresas mais do que o necessário. Por isso, para o Credit, a CCR e a Arteris podem sofrer reajustes abaixo do índice, enquanto a EcoRodovias teria um benefício maior.

O presidente da EcoRodovias, Marcelino Rafart de Seras, disse recentemente que espera um reajuste maior que a inflação neste ano para uma de suas subsidiárias. O motivo seria justamente o fato de a compensação elaborada pelo governo no ano passado não ter sido satisfatória.

“No caso da Ecopistas [que administra o sistema Ayrton Senna/Carvalho Pinto], vemos uma diferença em função da não compensação plena. Esperamos que neste ano isso possa ser compensado, dando na Ecopistas um reajuste maior [que a inflação]”, afirmou recentemente o executivo.

(Fonte: Valor Econômico)

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