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Soros vê crise e aposta no etanol

George Soros tornou-se um dos maiores investidores de etanol no Brasil. Sua empresa, a Adeco, investe US$ 900 milhões na construção de usinas de cana-de-açúcar no Mato Grosso do Sul e Minas Gerais. “Estou convencido de que poderemos pôr um preço na poluição e isso deve consolidar o etanol como fonte de energia. Deverá haver um custo de US$ 30 por tonelada emitida de gases”, disse Soros em entrevista ao Valor.

A expectativa positiva em relação ao combustível verde contrasta com sua avaliação da economia americana. Ele acha que a bolha imobiliária deve estourar neste ano e contaminar o mercado mundial com o enfraquecimento do dólar. “Não consigo imaginar como a alta de dois dígitos [no preço dos imóveis] possa recuperar o fôlego, porque o excesso de oferta terá de passar gradualmente. Quando o efeito riqueza da bolha passar, os consumidores vão aumentar a poupança e gastar menos”.

Com uma fortuna de US$ 8,5 bilhões, Soros lança o livro “A Era da Insegurança”, que tem como protagonista sua história no mercado financeiro e como vilão o presidente Bush, a quem culpa pelo aquecimento global e pela ascensão de Hugo Chávez na cena internacional. “É fácil ser um líder bolivariano com o petróleo a US$ 60”.

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