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Soja dispara com a maior demanda da China

Contrariando as expectativas do mercado, que esperava apenas por pequenas correções, o relatório de oferta e demanda, divulgado ontem pelo USDA, o departamento de agricultura do EUS, trouxe surpresas significativas, para a soja e o milho.

No mercado americano, o grande destaque ficou por conta da redução da oferta de soja, para 65,8 milhões de toneladas, 1,4% abaixo dos dados de dezembro (ou 930 mil toneladas a menos). “O mercado esperava uma correção mínima”, afirmou Renato Sayeg, da Tetras Corretora. Segundo ele, o impacto da menor produção foi compensado pelo menor esmagamento americano do grão, em torno de 800 mil toneladas. A forte reação dos preços em Chicago foi atribuída ao aumento das importações de soja pela China em mais um milhão de toneladas. Os contratos para março encerraram o dia a US$ 8,2275 por bushel, valorização de 2,99 centavos de dólar (ou 3,75%), sobre o pregão anterior.

No mercado mundial, outra surpresa. O relatório prevê que os chineses aumentem de 22 milhões para 23 milhões de toneladas suas importações. Além da maior demanda chinesa, há uma preocupação em relação à postura do governo americano em relação à utilização do farelo animal. “Se os EUA banirem oficialmente o uso do farelo animal, haverá um déficit de produção”, observou Sayeg. Ele lembrou que o atual estoque americano de soja é o menor dos últimos 32 anos. O relatório americano não mexeu na produção de grãos do Brasil e da Argentina. No quesito exportações, reviu para cima os embarques do Brasil, de 26,2 milhões para 26,4 milhões de toneladas, reforçando o novo recorde de exportações.

Para o milho, o relatório também foi altista. O USDA revisou para baixo a produção americana do milho de 261,07 milhões de toneladas, em dezembro, para 256,91 milhões de toneladas atuais, uma queda 1,6%, ou 4,16 milhões de toneladas a menos. Para Leonardo Sologuren, da Céleres, as estimativas de mercado projetavam que o USDA faria uma correção para cima da produção de milho. Mesmo com a menor produção, os EUA aumentaram suas exportações em 2,6%, para 50,17 milhões de toneladas. “Os EUA devem ganhar mercados da China e da Argentina, que reduzirão seus embarques”, afirmou Sologuren. Os contratos do milho para maio encerraram a US$ 2,6775 por bushel, com aumento de 1,35 centavo de dólar.

Igualmente altista para o trigo, o USDA manteve a produção americana em 63,59 milhões de toneladas, mas corrigiu para cima a oferta global em 2,15 milhões de toneladas. Os contratos do trigo para maio subiram 1,175 centavo de dólar, para US$ 4,025 o bushel.

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