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Situação da cadeia sucroenergética pode ser revertida. Veja como

4.1.1
Criar órgão específico, e com autonomia, para definir as políticas do setor, é um dos pontos

Preços desestimuladores, estiagem desértica e logística de terceiro mundo. As turbulências que afetam o setor sucroenergético resultam em parte do cenário econômico e, em parte, de ações praticadas pelo governo federal.

O caderno de A Cidade, produzido especialmente para a 22ª edição da Feira Internacional de Tecnologia Sucroenergética (Fenasucro), trabalha com a previsão de que parte da situação pode ser revertida pelo presidente a ser eleito nas próximas eleições.

Quais ações tomar para o setor no curto prazo, ou em seis meses? Para responder a essa dúvida, A Cidade estruturou uma enquete para ser respondida por amostragem por profissionais de toda a cadeia.

Participaram 42 empresários, advogados, consultores, economistas e representantes de empresas fornecedoras de equipamentos e de serviços. Sob a condição de ter os nomes preservados, eles responderam por e-mails e no I Fórum de Economia e Finanças no Agronegócio, realizado em Ribeirão Preto.

Os nove itens da enquete foram respondidos em grau de importância. Os resultados foram tabulados e analisados pelo economista Edgard Monforte Merlo, professor da Faculdade de Economia e Administração (FEA), da USP de Ribeirão Preto.

As três principais urgências que o próximo presidente da República deve adotar para o setor são:

– Criar órgão específico, e com autonomia, para definir as políticas do setor

– Desburocratizar o acesso às linhas de crédito de instituições públicas como o BNDES

– Facilitar mecanismos de apoio à cogeração de energia a partir do bagaço da cana, com a entrada de instituições como o BNDESPar em associações com usinas cogeradoras.

Fonte: O Estado de São Paulo

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