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Sistema reduz custos na colheita, otimizando seu desempenho

Unidades do Grupo Tereos já implantaram o equipamento

A HRC Metalização, de Piracicaba – SP, desenvolveu um programa para aperfeiçoamento da colheita mecanizada, para tanto desenvolveram componentes cuidadosamente pensados para contribuir com o funcionamento da colhedora proporcionando maior capacidade de limpeza, e de colheita, sem fazer alterações no equipamento.

A engenharia aplicada no programa busca um equilíbrio hidráulico diminuindo a pressão de trabalho do corte de base, indústria/ rolo picador, e extrator primário. Isso resulta em um serviço de melhor qualidade, otimizando seu desempenho e reduzindo consumo de consumíveis e combustível.

“O Clean Cut visa estabelecer um programa de atuação integrando às partes interessadas, como engenharia agrícola, mecanização, indústria, transporte, manutenção e operação, com foco em inovação para melhorar a produtividade, densidade de carga e longevidade do canavial. Também tem como objetivo reduzir as impurezas provenientes do sistema de corte de base que a afetam toda a indústria”, explica Jairo Luís Rubem, gerente Operacional da empresa.

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Jairo Luís Rubem, gerente Operacional da HRC

O sistema tem como foco a redução das impurezas minerais e vegetais; a melhora substancial na densidade de carga e na qualidade de corte; redução de perdas no campo, de consumíveis e de combustíveis, além de aumentar a disponibilidade e produtividade das máquinas, isso tudo com mais segurança e sustentabilidade.

Entre os benefícios obtidos com o sistema, destaca-se o ganho no ATR, já que para cada 1% de impurezas totais reduzida é possível ter ganhos de 1,4 2,5% de ATR. Aumento da capacidade de colheita das colhedoras devido à distribuição homogênea da cana na indústria da máquina e menor pressão hidráulica, é possível ganhar até 15% de aumento de capacidade de tonelada por hora colhida.

A redução dos custos operacionais por tonelada colhida também é visível. “Ao somarmos todos os custos, combustível, facas, facões picadores, óleo hidráulico, peças que deixam de ser substituídas, entre outros, somados ao custo do sistema Clean Cut, temos uma redução no custo por tonelada colhida”, afirma Rubem, ressaltando que a economia total por sistema Clean Cut pode ultrapassar R$ 50 mil mensais.

Ângelo José Duarte Junior, gestor de mecanização da Usina Vertente

“Ao analisarmos estudo de custo feito por um de nossos clientes, observamos que cada 1,65% de impurezas vegetais reduzidas, há economia de R$ 0,14 centavos por tonelada somente no frete”, elucida.

O gerente ainda dá como exemplo, a produção de uma colhedora que, na média, é de 20 mil toneladas mensais, com a redução de impurezas de 4,63%, a economia será de R$ 0,36 centavos por tonelada, que se traduzirá em um ganho mensal de R$ 7 200,00 apenas com redução de custo de frete.

Para adesão ao Programa Clean Cut é feito um contrato de locação do sistema, onde está incluso todos os componentes, treinamento, acompanhamento e capacitação da equipe. “As peças do Clean Cut são desenvolvidas em aços especiais, de alta resistência, e a responsabilidade de reposição das mesmas são da HRC”, explica o profissional.

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Gustavo Pereira Rosa, engenheiro de Melhoria Contínua Pl PMO, da Usina Vertente

O Clean Cut foi escolhido para melhorar a eficiência agrícola na Usina Vertente, do Grupo Tereos, localizada em Guaraci – SP. De acordo com Ângelo José Duarte Junior, gestor de mecanização da unidade, os testes iniciais foram feitos em 2017 e diante dos bons resultados, o sistema foi implantado logo em seguida, indo já para a terceira safra em uso.

“O sistema proporcionou a redução de 4% da impureza mineral, verificamos a melhoria na densidade de carga e aumento da vida útil dos facões do picador, além da redução de perdas na colheita”, explicou, comentando que, atualmente, o equipamento é usado nas 14 máquinas da unidade.

Os benefícios obtidos pelo uso do Clean Cut foram essenciais para a expansão do sistema para as outras unidades do grupo, como Cruz Alta, em Olímpia – SP; Tanabi, em Tanabi – SP e Andrade, em Pitangueiras – SP.

“O projeto alavancou muito os principais índices que acompanhamos, tanto na área agrícola como na industrial, já que diminuiu as impurezas minerais e hoje temos uma nova realidade”, afirmou Gustavo Pereira Rosa, engenheiro de Melhoria Contínua Pl PMO, da Usina Vertente.

Na imagem apresentada temos experimento com paridade operacional e agronômica. Realizado em 05/05/2020, podemos evidenciar a expressiva diferença visual no resultado das cargas. A análise do PCTS registrou redução de 10,09% para 2,46% na limpeza das cargas, produzindo assim uma redução de 75,61%, em impurezas totais.

 

 

 

 

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