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Sinal de superávit pressiona as cotações do açúcar em NY

nyse_arsO vencimento do contrato de outubro do açúcar bruto na bolsa de Nova York mostrou que a forte queda das cotações da commodity nas últimas duas semanas contribuiu para desovar os estoques do produto de baixa qualidade da Tailândia e ainda confirmou um mercado superavitário, ao revelar que havia reservas em países como Costa Rica, Honduras e El Salvador.

Na avaliação da especialista da trading inglesa Czarnikow, Ana Carolina Ferraz, os dados divulgados ontem pela bolsa americana mostram que os principais consumidores de açúcar estão bem abastecidos. “O superávit na Tailândia foi resolvido com a compra de 300 mil toneladas por uma refinaria de Dubai, 100 mil toneladas pela China e cerca de 70 mil por clientes da Indonésia”, afirmou Ana Carolina.

Conforme informações oficiais da bolsa de Nova York, com o vencimento do contrato de outubro, foram entregues ao todo 528,6 mil toneladas da commodity na bolsa, sendo que 120,605 mil toneladas da Tailândia. O volume é bem do que o esperado pelo mercado, que girava em torno de 600 mil toneladas. “O volume total entregue foi previsível, mas as origens surpreenderam. No fim das contas, a informação foi baixista”, disse a especialista da Czarnikow.

Esse quadro explica a queda das cotações ontem na bolsa nova-iorquina, que também foi pressionada pelo movimento do dólar. Os lotes da commodity para março de 2015 tiveram recuo de 2,49%, ou 41 pontos, a 16,04 centavos de dólar por libra-peso.

A surpresa da expiração da tela de outubro, na visão da consultoria FCStone, veio do Brasil, que respondeu por 53% do volume total entregue – 281 mil toneladas), sendo que a maior parte veio do Centro-Sul. A possibilidade de entrega brasileira surgiu apenas há uma semana, quando a diferença entre os contratos de outubro e março, que era de 260 pontos, caiu para 97 pontos. “Parte dessa entrega ocorreu por ter havido novas rolagens, agora no sentido contrário, de março para outubro, já que o spread nesses níveis deixava a entrega em outubro mais atrativa”, afirmou o consultor Bruno Lima, da FCStone, em relatório.

(Fonte: Valor Econômico)

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