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SIAMIG lança campanha para ressaltar essencialidade do setor

Vídeo mostra as externalidades do segmento sucroenergético

“Setor sucroenergético, essencial para o planeta, essencial para o Brasil e essencial para você” é o tema da campanha lançada ontem (13) pela Associação das Indústrias Sucroenergéticas de Minas Gerais (SIAMIG). “Nosso objetivo foi destacar a essencialidade do setor, que está presente no dia a dia das pessoas, pois produz alimento, energia elétrica e biocombustível, além de gerar empregos e renda”, disse Mário Campos, presidente da SIAMIG.

Mário Campos é presidente da SIAMIG

A solidariedade das usinas diante da pandemia também foi destacada pelo executivo e no vídeo da campanha. As unidades doaram álcool gel e álcool 70% para as Secretarias Estaduais de Saúde, instituições, municípios onde atuam e colaboradores. Ao todo, as usinas ligadas à UNICA, doaram mais de um milhão de litros de álcool ao Sistema de Saúde.

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A SIAMIG também coordenou algumas ações no Estado mineiro com a distribuição de mais de 250 mil litros do produto feito por suas associadas. Agora, em parceria com a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG), estão produzindo mais álcool 70% e álcool glicerinado, dentro da estrutura do SENAI. A iniciativa conta ainda com parceria da Faculdade de Química da UFMG e indústrias de plástico. Serão mais 120 mil litros do produto para doação ao Governo de Minas Gerais, aos hospitais da capital e de campanha que estão sendo construídos para receber os doentes, vítimas do coronavírus.

“Fizemos o vídeo para mostrar para o Brasil como é essencial este setor e quanto ele precisa estar de pé, com as milhares de pessoas que emprega. É essencial para o País e tem que continuar assim. Temos a responsabilidade de manter toda essa estrutura produzindo, não podemos matar a galinha dos ovos de ouro como disse a ministra Tereza Cristina”, afirmou Campos.

Mão do Governo

Apesar da preocupação de todos os segmentos agroindustriais com os impactos da pandemia, o setor sucroenergético vem sendo um dos mais afetados. Isso devido à junção da crise da demanda gerada pela obrigatoriedade do isolamento social e em função da guerra do petróleo, reduzindo a competitividade do etanol.

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Segundo Campos, até fevereiro, a expectativa era a de que o setor teria uma safra excelente, com boa produção e bons preços. Futuro próspero ficou nebuloso com o avanço da COVID-19. “Somos uma atividade essencial e temos tomado uma série de medidas que garantem a segurança para continuar a produção. Até porque não temos a menor condição de parar, pois a cana tem o momento correto de colher, produzir e vender, por isso, estamos muito preocupados e solicitando ajuda ao Governo”, disse o executivo.

As medidas ajudariam o segmento a atravessar esta fase com um pouco mais de tranquilidade e sem tantos prejuízos, como a suspensão do PIS e Cofins; revisão da CIDE e linhas de financiamento. “O PIS e Cofins vem de uma forma temporária e se tomada a decisão agora, seria uma ajuda imediata, nos dando um fôlego em termos de competitividade, assim como as linhas de financiamento. Agora, a CIDE é algo mais estrutural e foi criada justamente para momentos como o de agora, mas se o Governo tomar a decisão de aumentar o tributo, ele entraria só daqui a 90 dias”, explicou.

Campos lembrou que há mais de 100 destilarias no Brasil, ou seja, indústrias que só produzem etanol e só tem como receita o biocombustível, assim como muitas usinas menores, que têm uma dependência muito grande do etanol. “Elas serão bastante prejudicadas e para não entrar em um colapso maior, são necessárias essas medidas e as linhas de financiamento”, ressaltou.

Safra em Minas

CRV Industrial, em Capinópolis, iniciou atividades nesta safra

A expectativa era ter a maior safra da história do Estado proporcionada por um bom clima, crescimento excelente da cana, canavial mais jovem e outros novos. Além disso, a produção do setor mineiro teria um acréscimo com o início da atividade de duas unidades: a CRV Industrial, em Capinópolis e a Usina Canápolis, em Canápolis, que seria inaugurada no dia 24/04, juntamente com o evento de Abertura da Safra Mineira de Açúcar e Álcool. O evento foi adiado devido à quarentena.

“Minas tem uma peculiaridade interessante, pois as fábricas aqui possuem grande flexibilidade e conseguem fazer a mudança de mix rapidamente. Essa condição é interessante e ajuda a ter uma passagem menos traumática durante a crise”, disse o presidente da SIAMIG, reforçando. “Tem uma frase muito usada no meio empresarial que diz: Quem vai ganhar mais…Este ano, teremos que usar: Quem vai perder menos. Esse é o grande objetivo, reduzir danos e seguir em frente”, conclui.

 

 

 

 

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