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Setor sucroenergético domina exportações em Alagoas

Apesar da crise econômica mundial ter criado um clima de instabilidade no mercado internacional, o Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior (MDIC) divulgou que, em 2008, o setor sucroenergético alagoano teve mais uma vez bom desempenho na balança comercial. O açúcar e o álcool, além do melaço, foram responsáveis por 93,7% das exportações do Estado.

Já em 2007, os produtos derivados da cana-de-açúcar, foram responsáveis por menos de 80% das exportações alagoanas. Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, em 2008, o açúcar de cana bruto (VHP) foi o principal item comercializado. O produto atingiu a marca de 57,34% das exportações.

Em segundo lugar no ranking está o álcool com o percentual de 21,26% e na terceira colocação outros tipos de açúcares com 14,32% das exportações. Já o melaço da cana ocupa a décima posição na escala de vendas para o comércio externo com 0,15% das exportações alagoanas.

Ainda de acordo com os dados estatísticos do governo federal, a Rússia foi o principal comprador dos produtos alagoanos, sendo responsável por 24,22% das exportações. Os Estados Unidos ficaram na segunda colocação com 9,80% e em terceiro lugar os países baixos (Holanda) com 7,45%.

Dos 100 produtos relacionados pelo Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior que são destinados a comercialização nos mercados mundiais, Alagoas exporta apenas 25 itens.

De acordo com MDIC, em 2008, 15 estados brasileiros apresentaram desempenho das exportações superior ao crescimento médio nacional de 21,8%, sendo Alagoas um deles. O Estado teve variação positiva de +30,6%.

Apesar do crescimento de Alagoas na balança comercial, outros estados nordestinos tiveram, ano passado, um desempenho nas exportações que ficou abaixo do verificado em 2007. Os embarques internacionais de produtos do Rio Grande do Norte caíram 9,5%, Paraíba 4,7% e Sergipe 23,8%.

A balança comercial brasileira registrou, ano passado, exportações de US$ 197,9 bilhões, registrando a alta de 21,8% sobre o ano de 2007. As importações, na mesma comparação, somaram US$ 173,1 bilhões, com crescimento de 41,9%.

Mudança

Já para a safra atual, de acordo com dados da Empresa Alagoana de Terminais Ltda (EMPAT), a frustração de safra em algumas nações, a exemplo da Índia, fez com que Alagoas começasse a passar por uma diversificação no leque de países interessados na produção do açúcar do Estado.

No ciclo atual, a Índia, conhecida por ser um mercado exportador mundial, se tornou, até o momento, o quarto maior comprador do açúcar alagoano. O que representa 8,64% das exportações.

Segundo o ranking alagoano de exportação divulgado pela EMPAT para a safra 2008/2009, o principal comprador do açúcar do Estado continua sendo a Rússia (19,33%), em segundo o Canadá (10,96%) e em terceiro a Venezuela (10,19%). A quinta colocação fica a cargo da Bulgária (8,61%).

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