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Setor pode atender a demanda, mas governo não deve aumentar a mistura

Luiz Carlos Corrêa Carvalho, presidente da Abag – Associação Brasileira do Agronegócio, disse nesta segunda-feira, 28 de abril, que não acredita no aumento da mistura de etanol anidro na gasolina. Este tem sido um dos principais pleitos do setor sucroenergético, que passa por uma grave crise e luta por políticas públicas favoráveis a energia renovável.

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Luiz Carlos Corrêa Carvalho

“Acho o governo míope. O ministro Guido Mantega só pensa na inflação, que aliás, chegou neste ponto em decorrência do atual modelo de gestão. Não acredito no aumento”, afirmou Caio, que participou da cerimônia de abertura da Agrishow – Feira Internacional de Tecnologia Agricola em Ação, em Ribeirão Preto, SP.

Em meados de fevereiro, dirigentes da Unica – União da Indústria de Cana-de-Açúcar solicitaram ao MME – Ministério de Minas e Energia um aumento de 25% para 27,5% da mistura de álcool anidro na gasolina.

Caso fosse aceito, o aumento da mistura significaria uma demanda adicional de álcool anidro de 1 bilhão de litros por ano, conforme estimativas iniciais. De acordo com avaliação da consultoria Canaplan, a quebra de produção na região Centro-Sul deve girar em torno de 9,5% na safra 2014/15, totalizando 540 milhões de toneladas.

Questionado sobre a capacidade de produção do setor, Caio, como também é conhecido, explica. “A produção de etanol anidro é feita através de contratos firmados entre as distribuidoras e os produtores, via regulação da ANP – Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis. Seja qual for a mistura, existem multas para quem não os cumpri. Se o governo trabalhasse de maneira correta, com uma política pública definida, naturalmente a safra seria alcooleira”.

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