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Setor pernambucano se aproxima do CTC

O Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool de Pernambuco (Sindaçúcar-PE) inicia um incremento do setor sucroenergético estadual com o Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), localizado em Piracicaba (SP), município a 158 quilômetros de São Paulo. O CTC, entidade privada com investimentos anuais de R$ 200 milhões e 45 anos no mercado, é referência no desenvolvimento e pesquisa em biotecnologia. Alguns projetos do centro podem ter um grande impacto no Estado, como a variedade de cana resistente à praga da broca, e, no médio/ longo prazos a produção de etanol celulósico (conhecido como de segunda geração)

O presidente do CTC, Gustavo Leite, fez uma palestra nesta segunda-feira (16.11) na Estação Experimental de Cana (EECAC) da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), localizada em Carpina, na Zona da Mata Norte, a cerca de 50 quilômetros do Recife. O evento foi uma promoção do Sindaçúcar e EECAC/UFRPE. Um dos objetivos do Sindaçúcar é exatamente uma parceria entre o CTC e a estação,o que poderá reforçar ,em nível exponencial os trabalhos da EECAC( Rede Ridesa que abriga A UFRPE), com o Centro de tecnologia de SP.

“A palestra do Presidente do CTC no Estado é uma sinalização de clara intenção do compartilhamento de Tecnologias e uma abordagem inovatória e disruptiva ao desenvolvimento genético , afirma o presidente do Sindaçúcar-PE, Renato Cunha. Ele destaca a importância da Rede Interuniversitária para o Desenvolvimento do Setor Sucroenergético (Ridesa), que tem a EECAC-UFRPE como uma das integrantes. “As variedades desenvolvidas pela Ridesa predominam em 68% da área cultivada de cana no país”, detalha.

Esforços

A idéia é unir os esforços do CTC e Ridesa. A variedade de cana transgênica resistente à broca é uma das grandes promessas entre as linhas de pesquisa do centro paulista. Nos próximos 60 dias, o projeto deve ser apresentado à Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) do Ministério da Ciência e Tecnologia. A comissão é responsável por regulamentar a política de biossegurança no país e por assegurar o cumprimento da Lei de Biossegurança, de número 11.105/2005. A expectativa é que a variedade resulte numa redução de custos de US$ 3 bilhões por ano nos canaviais do Brasil. “Esse valor equivale aos prejuízos causados pela broca e a todo o investimento do setor no combate à praga”, explica Gustavo Teixeira.

Na linha das pesquisas, o Sindaçúcar-PE também tem interesse em outras variedades que são aplicadas pelo CTC, com resistência à seca e produção de mais sacarose por hectare. Os estudos do centro no âmbito do etanol 2G estão voltados para garantir que o produto tenha viabilidade econômica em larga escala e atinjam o dobro da produção de etanol por hectare em relação ao etanol de primeira geração. Os custos atuais do etanol 2G são elevados, o que se reflete na existência de apenas seis plantas industriais em operação em todo o mundo. São três nos Estados Unidos, duas no Brasil – em São Paulo e Alagoas – e uma na Itália,e, as respostas de produção em escala são ainda tímidas.

Semente

A semente de cana é uma aposta para mudar totalmente o conceito do plantio. No lugar dos brotos utilizados atualmente, seriam usados grãos artificiais desenvolvidos em laboratório e produzidos em escala industrial. “Isso vai permitir, por exemplo, a substituição de variedades em um canavial em grande velocidade”, ressalta Gustavo Teixeira.

O coordenador do EECAC,  Professor Djalma Euzébio, considera a possibilidade de parceira com o CTC “viável e interessante”. “Pode gerar sinergias e agregar tecnologia”, avalia. Ele frisa que a atuação da Ridesa vai além do desenvolvimento de variedades de cana mais produtivas, pois a rede forma agrônomos para o setor sucroenegético. O próximo passo na aproximação é uma visita técnica do Sindaçúcar e pesquisadores da EECAC às instalações do centro em São Paulo.

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