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Setor elenca medidas emergenciais no Nordeste

2013-04-22 Canavial Seca Nordeste  (9)

A AFCP – Associação dos Fornecedores e o Sindicape – Sindicato dos Cultivadores de Cana entregaram ao candidato a governador do Estado, Armando Monteiro, reivindicações de curto e médio prazo, na intenção de que o político, se eleito, possa revalorizar o setor sucroenergético. Durante a reunião realizada em 23 de julho, os agricultores defenderam cada item da pauta apresentada.
Foram apresentadas cinco propostas. Três emergências e duas de médio prazo.

A reabertura das usinas Cruangi e Pumaty, localizadas na Zona da Mata Norte e Sul respectivamente, é uma das demandas de curto prazo. “Fechadas em 2012 e 2013, cerca de 8 mil empregos diretos deixaram de existir na região”, pontuou Alexandre Andrade Lima, presidente da AFCP. A proposta consiste não na compra das usinas pelo Estado, mas sim que possa arrendá-las para duas cooperativas de canavieiros, possibilitando o funcionamento, e, consequentemente, a retomada da produção industrial e a geração de empregos e impostos novamente, e aquecendo ainda o comercio dessas localidades.

Outra proposta emergencial é a imediata redução do ICMS para o etanol combustível, produzido em Pernambuco. Hoje o tributo é de 25%, onerando o preço final do produto para o consumidor nos postos de abastecimento. Esta política de incentivo fiscal já tem sido realizada nos estados de São Paulo e em Minas Gerais, onde o tributo é de 12% – menos da metade do que é cobrado em Pernambuco.

A manutenção e a ampliação do Programa Estadual de Apoio ao Pequeno Produtor, que consiste na distribuição de fertilizantes para o incremento da produtividade agrícola desses agricultores, também foi apresentada pelos representantes do setor.

Em relação aos pleitos de médio prazo, o setor canavieiro quer que seja retomado os estudos técnicos de dois projetos específicos: o Projeto Águas do Norte e o Polo Canavieiro do Sertão. “O pleito entregue visa atenuar a crise que afeta a agroindústria canavieira em Pernambuco, e, consequentemente, a maioria das cidades produtoras de cana”, finalizou Lima.

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