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Setor amplia investimentos em São Paulo

J.Pessoa compra décima unidade e se posiciona entre os três maiores

grupos, com receita de R$ 600 milhões. Dois novos empreendimentos do setor sulcroalcoleiro se desenham no estado de São Paulo. O Grupo J. Pessoa, com faturamento estimado em R$ 600 milhões este ano, assinou ontem a compra da décima empresa sucroalcooleira, a antiga Cruzálcool, destilaria do município de Santo Antônio do Aracanguá, perto de Araçatuba, no oeste paulista, que receberá, ao longo dos próximos dois anos, investimentos de R$ 70 milhões.

O empresário José Pessoa assinou a compra da destilaria na última terça-feira em São Paulo. A unidade, que pertencia a vários produtores de cana, virou massa falida e parou de funcionar há 15 anos. “A oportunidade de aquisição da usina foi inesperada. Por este motivo ainda não montamos um cronograma de investimentos”, diz José Pessoa de Queiroz Bisneto, presidente do Grupo J. Pessoa. Os recursos serão aplicados na montagem das linhas de produção da usina, que processará em dois anos cerca de 1,5 milhão de toneladas de cana-de-açúcar por safra. Aproximadamente 30% da unidade antiga – incluindo barracões e concretagem – será reaproveitada nas novas instalações. Com mais essa unidade, o grupo J. Pessoa, passará a processar 10 milhões de toneladas por safra a partir de 2005, se

posicionando entre as três maiores usinas de açúcar e álcool do Brasil. Originário de Pernambuco, J. Pessoa adquiriu nos últimos dez anos sete usinas no Centro-Sul, região que tem terra, clima e topografia mais apropriados do que o Nordeste para a produção canavieira. As usinas que compõem o grupo são Santa Olinda, em Sidrolândia (MS), a Debrasa, em Brasilandia (MS), a Benálcool, em Bento de Abreu (SP), a Sanagro 1, em Fronteira (MG), Sanagro 2, em Icem (SP), a Santa Cruz, a Seragro, em Japoatã (SE), e a recém-adquirida Companhia Engenho Central de Quissamã, a mais antiga usina do País, localizada no município de mesmo nome, no norte

fluminense. Todas as unidades do Grupo José Pessoa têm projetos de co-geração de energia a partir do bagaço da cana-de-açúcar. A unidade de Sergipe, praticamente à beira-mar, tem perfil alcooleiro, ainda que a região Nordeste tenha mais aptidão para a produção de açúcar do que de álcool. A unidade também recebe investimento na geração de energia eólica. O Grupo J. Pessoa estima processar na safra 2003/04 algo em torno de 8,5 milhões de toneladas, volume 30% maior que o total da safra passada. O esmagamento resultará numaprodução de 450 milhões de litros de álcool, na maioria anidro, e 450 mil toneladas de açúcar. A produção de álcool será quase integralmente destinada ao mercado interno, enquanto a safra de

açúcar ainda tem destino indefinido. “Se tivesse de comercializar toda a produção hoje, destinaria a maior parte ao mercado interno, que tem tendência de alta em função dos baixos estoques”, avalia o empresário. Segundo ele, os maiores temores quanto ao desempenho da safra 2003/04 devem-se ao clima excessivamente seco. “A produtividade se mantém 5% menor que a do ano passado”, diz Pessoa.

A família Andrade, por sua vez, proprietária da Destilaria Andrade S.A., de Pitangueiras, vai colocar em operação, no próximo dia 22, uma nova unidade industrial: a Usina São José, localizada em Colina, na região de Barretos. A família Andrade, não quer dar maiores informações sobre o investimento. Sabe-se, no entanto, que a nova unidade terá capacidade maior do que a Destilaria Andrade, que processa 1,7 milhão de toneladas de cana e produz 160 milhões de litros de álcool e 341,6 mil sacas de açúcar por safra. A unidade São José, construída em apenas seis meses, produzirá,inicialmente, apenas açúcar. Dia 26 de julho, na festa de inauguração, uma encomenda de açúcar no porto de Santos parte para o mercado internacional.

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