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Setor açucareiro considera preço elevado insustentável

Líder mundial em produção e exportação de açúcar, os açucareiros brasileiros consideram que o preço elevado é insustentável no longo prazo e acreditam que o mercado voltará a equilibrar-se.

“Um preço alto é insustentável no longo prazo e por isso a médio prazo acreditamos que o preço deva ficar compatível com os custos de produção”, assinalou à Agência Efe, o diretor-técnico da União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Única), Antonio de Pádua Rodrigues.

O responsável pela área técnica do principal grupo do país afirmou que o “país não quer um mercado volátil, mas sim equilibrado.

Nos últimos dias, o preço do açúcar nos contratos futuros da Bolsa de Nova York alcançou US$ 0,24, um aumento de 92%, o mais alto dos últimos 28 anos.

Das 568,9 milhões de toneladas de cana processadas em 2008 no país, 45% foram destinadas ao setor açucareiro e 55% à produção de etanol.

O açúcar nacional, 22,5% vendido à! Rússia, faturou no exterior US$ 5,483 bilhões.

O país destina dois terços da produção à exportação, que no caso da cana-de-açúcar foi no ano anterior de 19,4 milhões de toneladas das 31 milhões produzidas, enquanto com o etanol foram vendidos ao exterior 5,118 bilhões de litros dos 27.506 milhões produzidos.

As exportações de etanol, 29,6% destinadas aos Estados Unidos e 26% aos Países Baixos, renderam em 2008 ao Brasil US$ 2,390 bilhões.

O rumor sobre uma eventual importação de etanol dos Estados Unidos foi descartado pela Única.

Os produtores locais consideram que esse tipo de ação seria uma falta de estímulo à produção local e seria entendida como “especulação do mercado para comprar mais barato lá fora e vender mais caro, mas não como resposta à falta do produto”, apontou.

No Brasil a gasolina recebe obrigatoriamente 25% de etanol e 82% da nova frota de automóveis sai de fábrica equipada com a tecnologia flex, que aceita gasolina e etanol.

O auge dos biocombustíveis em países como o Brasil e Estados Unidos, que tem no milho a principal matriz, despertou críticas entre os que acreditam que a produção atenta contra a segurança alimentar.

O país conta com 8,9 milhões de hectares plantados com cana-de-açúcar, o que equivale a 1% do território nacional, segundo dados do Ministério da Agricultura, que espera em 2009 números recordes na produção açucareira (37,9 milhões de toneladas) e de etanol (28,600 bilhões de litros).

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