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Senado americano aprova emenda contra subsídios e tarifas ao etanol

Eles insistiram e conseguiram a aprovação da emenda ao Projeto de Lei nesta quinta-feira, 16 de junho, que prevê a eliminação do subsídio concedido para a mistura de etanol de milho à gasolina (US$ 0,45 por galão) e da tarifa de US$ 0,54 por galão (US$ 0,14 por litro) imposta sobre o etanol importado. O projeto de autoria do senador Tom Coburn (Republicano, de Oklahoma) e da senadora Dianne Feinstein (Democrata, da Califórnia), havia sido rejeitado na última terça-feira em meio a grandes críticas pois o combustível a base de milho concorre com os alimentos e também porque o país busca formas de reduzir os gastos, já que os apoios ao etanol nos EUA custam aos cofres americanos US$ 6 bilhões por ano. O próximo passo é conseguir a aprovação na Câmara dos Deputados dos EUA e a sanção final do presidente Barack Obama para se tornar lei.

Para o presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), Marcos Jank, a aprovação da emenda, por 73 votos a favor e 27 contra, é um passo extraordinário na direção correta, que é a eliminação total do protecionismo que vigora no país há mais de 30 anos. Segundo ele, essa é a primeira e importante vitória. “Não há dúvidas que se trata de um grande avanço em direção a um mercado mais livre para os biocombustíveis no mundo, particularmente o etanol produzido a partir de cana-de-açúcar,” diz Jank.

Jank afirma que a decisão deve ser comemorada tanto pelo setor sucroenergético quanto pelo governo, que investiram fortemente na proposta de consolidação do etanol como commodity internacional. “A UNICA vem desenvolvendo intensa campanha de comunicação e lobby através de seus escritórios no exterior, divulgando o etanol brasileiro inclusive em ações que tem como parceira a APEX-Brasil. Sem dúvida, depois do reconhecimento do etanol de cana como biocombustível avançado pela Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA), a batalha desta quinta foi a novidade mais importante,” ressalta Jank.

Porém, segundo o líder, uma eventual abertura do mercado dos Estados Unidos para o etanol brasileiro ainda deve levar um bom tempo para se concretizar. Enquanto isso, a meta da entidade é continuar abastecer o mercado interno, mas sem deixar de lado o planejamento de crescimento para atender as oportunidades de mercado que vão surgir ao longo desta década, tanto dentro quanto fora do Brasil.

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