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São Martinho reduz em 7,5% as emissões de GEE

Companhia divulgou relatório de sustentabilidade

A São Martinho alcançou uma redução de 7,5% em suas emissões de gases de efeito estufa (escopo 1) na última temporada. A diminuição nas emissões de GEE alcançadas nas quatro unidades do grupo se deve principalmente a redução do consumo de diesel; diminuição da adubação mineral nitrogenada, como resultado da substituição por adubação verde e a redução da utilização de calcário, pela menor necessidade de tratamento de correção do solo.

As informações constam no seu Relatório Anual e de Sustentabilidade da Safra 2019/2020 divulgado nesta quinta-feira (7)

“Em 2019, emitimos 0,5 milhão de toneladas de CO2 (escopo 1) e evitamos a emissão de 2,3 milhões de toneladas de CO2, através da utilização de etanol e bioeletricidade”, informa a companhia.

De acordo com relatório, a preocupação da empresa com a emissão de gases de efeito estufa é estendida à frota corporativa, na qual utilizam apenas etanol; à utilização de máquinas de alta performance e ao rendimento energético, que, somados à adoção da agricultura de precisão, reduzem o uso de combustíveis.

A São Martinho conta com um laboratório de controle de lubrificantes, que fornece dados para o controle da frota agrícola, com o objetivo de otimizar o consumo de diesel, contribuindo para a redução de GEE e para a segurança veicular para os colaboradores.

Gestão eficiente de resíduos sólidos

Com Centrais de Resíduos, para realização de coleta seletiva, e com um Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS), que utiliza os conceitos dos 3Rs, o grupo consegue sistematizar a gestão de resíduos sólidos provenientes das atividades agroindustriais, prevenindo impactos nocivos ao meio ambiente e garantindo a destinação adequadas dos resíduos.

Assim, a empresa reaproveita cerca de 99% dos resíduos gerados nos processos agroindustriais. Como o bagaço da cana para a produção de energia elétrica limpa, tornando a empresa autossuficientes em energia para operar suas indústrias e o excedente é vendido no mercado, que hoje atinge quase 1 TWh.

A torta de filtro, gerada na clarificação do caldo de cana, após tratamento e complementação com nutrientes, resulta em um adubo orgânico utilizado no plantio e nas socas, substituindo o uso de fertilizantes minerais.

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Já a vinhaça é integralmente aproveitada nas lavouras por meio de fertirrigação, técnica de adubação utilizada para nutrir o solo. A vinhaça é armazenada em reservatórios cobertos por polietilenos de alta densidade, prevenindo a contaminação do solo.

“Ao longo dos últimos anos, temos investido na ampliação da aplicação de vinhaça localizada, técnica que permite reduzir o custo médio com adubação mineral e traz a possibilidade de ganho de produtividade. Na safra 2019/2020, reduzimos em 11% o uso de potássio devido à aplicação da vinhaça”, informa.

O relatório traz ainda dados sobre o uso consciente dos recursos hídricos. Na safra 2019/2020, o índice de reuso foi de 72%. Para a captação de água, o grupo utiliza diferentes fontes hídricas, sendo para a Usina Iracema, os córregos Paramirim e Iracema. Para a Usina São Martinho, o Rio Mogi Guaçu, o Córrego Triste e Aquífero Guarani (cinco poços). Para a Usina Boa Vista, o Rio Preto e Aquífero Guarani (um poço). E para a Usina Santa Cruz os córregos Paulino, João Mendes e Anhumas e Aquífero Guarani (dois poços).

A captação de água apresenta valor abaixo de 1m³ por tonelada de cana processada em todas as usinas, com exceção apenas da Usina São Martinho, em decorrência das características da planta industrial. “A fim de reduzir a captação nessa unidade, estamos realizando estudos para atualização tecnológica do processo de resfriamento de águas, o que irá otimizar a operação e, consequentemente, reduzir a necessidade de captação ao longo dos próximos anos”, explica a São Martinho.

De acordo ainda com a empresa, em 2020, foi realizado uma avaliação de risco hídrico de todas as unidades, com uso da ferramenta Aqueduct (Water Risk Atlas of the Word Resources Institute – WRI).

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Com o resultado da análise dos riscos associados à escassez hídrica próxima às operações, assim como o fornecimento de informações para a gestão estratégica de recursos hídricos, foram criadas iniciativas de reuso de água, como o uso de água proveniente da concentração da vinhaça e o aproveitamento de água condensada, com o objetivo de reduzir a “pegada hídrica” do processo produtivo.

“O ano de 2020 marca o início de um novo ciclo para nós. Em março deste ano, definimos o nosso Plano Estratégico para os próximos dez anos, de 2020 a 2030. De forma sustentável, queremos continuar expandindo nossas operações, apostando ainda mais no uso de fontes renováveis”, conclui Fábio Venturelli, presidente da São Martinho.

 

 

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