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São Martinho adquire ações de Usina e de Agropecuária por R$ 187,4 mi

No último dia 31, o grupo sucroalcooleiro São Martinho anunciou a compra de 32,18% das ações da Santa Cruz Açúcar e Álcool e de 17,97% da ações da Agropecuária Boa Vista, localizadas em Américo Brasiliense (SP), por R$ 187,4 milhões. Em nota a empresa informou que o pagamento ocorrerá em três parcelas e o valor atribuído à 32,18% das ações da Santa Cruz S.A. (desconsiderando a participação acionária na empresa agrícola “Agropecuária Boa Vista S.A.”) foi R$ 55,5 milhões.

A partir da compra, a São Martinho aumentará em cerca de 1,5 milhão de toneladas sua capacidade de moagem em São Paulo. A Santa Cruz tem capacidade para moer 4 milhões de toneladas de cana-de-açúcar por safra e flexibilidade de produção de açúcar e etanol em 60% a 40%. “Adicionalmente, a planta industrial possui cogeração de 240 mil MW/h de energia elétrica, dos quais 175 mil MW/h já foram vendidos em contratos de 15 anos com preço atual de R$ 169 MW/h reajustado pelo IPCA”, disse em nota a São Martinho.

Para a empresa, uma das grandes vantagens competitivas da Santa Cruz é seu suprimento de cana de açúcar, pois atualmente, a unidade conta com 90% de cana própria sendo 42% (ou 20.300 hectares) em terras próprias (pertencentes à Agropecuária Boa Vista S.A). “A sinergia na área agrícola é de absoluta relevância para essa transação, atualmente os custos agrícolas do grupo São Martinho, respondem por aproximadamente 75% do custo de produção de açúcar e etanol. Considerando a proximidade da localização geográfica de seus canaviais, além da elevada interseção entre os mesmos (as unidades industriais estão localizadas a aproximadamente 45 km em linha reta), entendemos que a absorção de sinergias na área agrícola se dará no curto prazo”, ressalta a nota.

A meta da empresa é implementar a partir da próxima safra, uma operação maximizada de CCT (Corte, Carregamento e Transporte) de cana de açúcar, plantio e tratos culturais.

Segundo a São Martinho, a aquisição vai proporcionar diversos ganhos de escala como a compra de insumos, serviços agrícolas e industriais em conjunto (escala); a uniformidade e padronização de equipamentos e pecas sobressalentes; a racionalização na manutenção de equipamentos agrícolas e industriais; a redução nos custos de logística na movimentação de açúcar e etanol; sinergias na estrutura administrativa e comercialização da produção em conjunto.

A receita bruta da Santa Cruz na última safra foi de R$ 480 milhões e a margem ebtida (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), de 47,6%. A Santa Cruz tem endividamento líquido de R$ 519 milhões e a relação de dívida líquida com ebtida é de 2,2 vezes, segundo comunicado da São Martinho.

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